Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
Mais informações: www.cm-sintra.pt

30.12.13

10 anos

Há cerca de 10 anos, a Li@ mostrou-me o que era um blogue e o seu propósito. E exactamente no dia 30 de Dezembro de 2003 criei o www.dinai.blogspot.com. Nesta década, o meu registo internautico, que foi uma extensão do que já fazia em papel, evoluiu, tal como eu cresci e amadureci. o primeiro blog deu lugar a este Poeira Residual, alarguei áreas de interesse, abri horizontes, mantendo o respeito de quem lê e a privacidade de quem é retratado (mesmo quando isso possa dar azo a interpretações erradas). Este é um reflexo de mim, das minhas dúvidas, angustias e ansiedades, bem como das minhas parcas certezas.
Não voltarei atrás, é certo, mas daqui em diante, sem ainda saber em que moldes, farei algumas retrospectivas e comparações com quem era, com quem sou e com quem espero vir a ser, devidamente assinaladas com a indicação 10 Anos.

29.12.13

Tiragem #6

Consulente: 23 anos, sexo feminino
Pergunta: quais as minhas perspectivas gerais?

Tipo de Tiragem: Ferradura Simples
Tiragem: Imperatriz – Fertilidade; Papa – Inspiração; Fim; 5 de Espadas – Derrota; 10 de Paus – Emulação.

Proposta de interpretação:
A Imperatriz  assinala a fecundidade universal, que a nível individual representa um período de crescimento pessoal.
Para fazer face a esta necessidade pessoal de crescimento, necessita de inspiração. O Papa  simboliza a harmonia e o progresso predestinado.
A carta Fim indica uma transformação profunda. Esta renovação implica o fim de um ciclo ou de um período na vida.
O 5 simboliza o equilíbrio. Mas antes de o atingir surgirão sentimentos de derrota. Mas nem tudo o que parece é. A sua transformação é interna e isso provoca uma normal resistência externa.
O 10 simboliza a totalidade, ou seja, a conclusão. Passará por uma prova de fogo, mas tal como a fénix, reerguer-se-á mais forte e consciente de si.

Apreciação geral:
A sua necessidade de crescimento pessoal levá-la-ão a colocar um final em determinada(s) situação(ões). Tal implicará resistência exterior, mas que não a demoverá de conseguir o seu objectivo pessoal de crescimento.

28.12.13

Tiragem #5

Consulente: 38 anos, sexo feminino
Pergunta: quais as minhas perspectivas sentimentais?

Tipo de Tiragem: Ferradura Simples
Tiragem: Rainha de Ouros – Herdeira; O Louco – Estranheza; 5 de Paus – Fadiga; Justiça – Equilíbrio; Rainha de Paus - Amiga

Proposta de interpretação:
Normalmente associamos uma herança ao aspecto patrimonial ou financeiro, mas adjacente ao acto de herdar está a acumulação de um valor ou situação e uma perda sentimental. A situação actual é de que se atingiu um limite cumulativo e de perda inerente.
Esta evolução torna a situação estranha, pois não se enquadra nas normas e usos sociais. Se O Louco é Estranhez, é também a capacidade de ver e compreender além dos demais. De perceber antes dos outros as acções e decisões a tomar.
O 5 significa equilíbrio, mas a constante tentativa de o atingir origina uma situação de  Fadiga, contrastantemente, de desequilíbrio.
O futuro próximo (cerca de 2 a 3 meses) trará uma nova reorganização social e interna, com assuma redistribuição de forças e o desejado.
Esta reorganização contará com o apoio de uma figura modelar feminina.

Apreciação geral:
A situação actual, desgastante e desequilibrada, será objecto de reorientação interna e consequentemente externa, que trará o equilíbrio sentimental desejado.

26.12.13

Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach

Através de uma metáfora alegórica, acompanhamos a evolução espiritual de uma gaivota, aqui baptizada de Fernão Capelo, relembrados os grandes navegadores marítimos. A gaivota em questão rompe com o seu bando por desejar aprofundar a sua habilidade de voo em vez de utiliza-lo apenas como ferramenta de deslocação e alimentação. A metáfora explora conceitos espirituais de origem oriental, a noção de aspiração pessoa, da importância do sonho e as pressões sociais, culturais e de pares a que o individuo está sujeito.
é um livro interessante para quem é novato em alguns destes conceitos, para quem é familiarizado parece demasiado infantil.

25.12.13

Gracmor
Sempre esperei pelas circunstâncias ideais para encetar a realização de alguns objectivos. Mas a vida ensinou-me que não há momentos ideais, só momentos necessários, obrigatórios, irónicos.
Agora, já não há tempo para esperas. A sua concretização será iniciada. Alguns cumprir-se-ão, outros ficarão pelo caminho. Mas o saldo será positivo, porque a espera é inerte e pouco e mais que nada.

 

24.12.13

O natal é a festa da família, mas, infelizmente, este ano a família diminuiu e não há energia para grandes celebrações. Outros natais mais alegres virão, com registos mais entusiasmados. Por ora, fica o recolhimento necessário.

23.12.13

Tiragem #4

Consulente: 37 anos, sexo feminino
Pergunta: quais as minhas perspectivas profissionais?

Tipo de Tiragem: Ferradura Simples
Tiragem: Temperança – Transformação; Ouros – Riqueza; Diabo – Instinto; Rei de Espadas – Graduado; Nove de Paus – Experiência.

Proposta de interpretação:
A temperança indica um momento actual de transformação, no qual a moderadamente o consulente organiza e utiliza as oportunidades que lhe surgem em prol dos seus objectivos.
Sendo o naipe de ouros geralmente associado aos bens materiais, a riqueza que simboliza pode ser também associada a outros aspectos como à conquista de objectivos e/ou paz de espírito.
O diabo lembra-nos a queda e a cedência à tentação. No entanto, diabo diz-nos também que para atingir o equilíbrio é necessário religar-nos ao nosso instinto. Por vezes, é em momento de confusão e perturbação que melhor percebemos qual o caminho que queremos seguir.
O rei de espadas pode assumir quer a figura de um mentor que nos apoiará, quer a chegada a uma posição de confiança relativamente a um objectivo a concretizar num futuro próximo (cerca de 2 a 3 meses).
O nove indica evolução e como tal, ao atingirmos um novo plano de realização, indica também um final de ciclo e o começo de um novo.

Apreciação geral:
A transformação encetada chegará ao seu término, passando por diversas fases: de conquista, de alguma insegurança e perturbação, e novamente de serenidade perante a obtenção do objectivo.

22.12.13

Tiragem #3

Consulente: 42 anos, sexo feminino
Pergunta: quais as minhas perspectivas profissionais?

Tipo de Tiragem: Ferradura Simples
Tiragem: seis de Ouros – Falta de Escrúpulos; Escolha; Amigo; Diabo – Instinto; Enforcado – Sacrifício.

Proposta de interpretação:
O seis de Ouros – Falta de Escrúpulos rege o momento actual. Indica o antagonismo entre a criatura e o criador. Alguém recebeu uma oportunidade de um superior (hierárquico) e agora não olha a meios para atingir os seus fins.
A cruz – Escolha indica que em breve será necessário fazer opções. Eventualmente, relativas à pessoa indicada na carta anterior.
O amigo indica que, independentemente da opção, terá o apoio de um colega ou parceiro. Sendo uma carta positiva, a resolução da situação é também tendencialmente positiva.
O futuro próximo (cerca de 2 a 3 meses) é regido pelo Diabo, que normalmente é um contraponto à racionalidade. No entanto, há situações, que não sendo regidas pela racionalidade de quem nos rodeia, exigem que sigamos os nossos instintos.
O Enforcado – Sacrifício rege o futuro distante, a uma distância máxima de um ano. Qualquer escolha implica que se ganha, mas também que se abdica de algo, dai o sacrifício. No entanto, este significa geralmente o fim de um ciclo e consequentemente a regeneração de uma situação

Apreciação geral:
A insatisfação com a situação actual levará à tomada de escolhas e decisões que abrangem todos os implicados. No entanto com o apoio de alguém, provavelmente do sexo masculino, e de um período mais complexo que exigirá uma actuação não só racional, mas também com pinças, e a eventuais perdas, levará a um novo ciclo profissional.

20.12.13

Over 60!

Não sei qual será o sistema de reforma artística noutros países, mas a verdade é que há talvez meia dúzia de actrizes a quem a idade e o estatuto conseguido ao longo de décadas parece ter afastado de qualquer perspectiva de reforma. O seu nome tornou-se sinónimo de qualidade e como tal têm o estigma de certificação de qualquer projecto em que participam. E a frequência das suas participações parece igualmente injustificar o chavão de que não há papeis interessantes para mulheres a partir de determinada idade.
Mulheres como Judi Dench, Maggie Smith, Meryl Streep, Fernanda Montenegro, Eunice Munoz e outras são um exemplo de longevidade e profissionalismo para qualquer idade.

19.12.13

Sinto necessidade de alterar o meu modo de ser. Não tudo. Mas aspectos importantes que sinto que me têm impedido de chegar mais longe, de obter outra estabilidade, quiçá de ser mais feliz ou, pelo menos, de me sentir mais completa, mais preenchida, mais serena.

Há diversos aspectos em que já não me reconheço e nem todos me aprazem. Ainda há muito a mudar para chegar a ser quem quero ser. Mesmo que o percurso seja longo e moroso não posso abandona-lo. O caminho transformar-me-á naquilo que quero ser.
 

18.12.13

precisamos de alguns amanhãs

os ontens alinham-se a perder de vista
escapam à contagem dos dedos
até da memória
o hoje, é só hoje
chega, parte
pouco demora
entre o raio da manha e o inconstante ludar
amanhã
tudo nos espera
o possível, o inconcretizável
a esperança, a desilusão
o amor, a dor
apenas não sabemos
onde nos cruzaremos

17.12.13

Palavras #468 a 470

calicó – s. m. Tecido indiano de algodão. = CALICÔ
amargoseira – s. f. Arbusto meliáceo.
verónica - (Verónica, antropónimo) s. f. 1. Imagem do rosto de Jesus Cristo, estampada ou pintada num tecido. 2. Imagem do rosto e corpo de um santo impressa ou gravada em pano, cera, metal, etc. 3. Mulher que nas procissões leva a verónica. 4. [Informal] Rosto; cara. 5. [Tauromaquia] Sorte que o capinha faz com a capa. 6. [Numismática] Antiga moeda de ouro. 7. [Botânica] Género de plantas escrofulariáceas.

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013

16.12.13

Palavras #465 a 467

bútio -  s. m. 1. Espécie de falcão. 2. Homem indolente. 3. [Técnica] Canudo que leva o ar aos foles nas minas. 4. Tubo por onde sai a água nas fábricas de papel.
sassafrás - s. m. 1. [Botânica] Nome de duas árvores lauráceas da América. 2. Óleo extraído da madeira dessas árvores empregado em perfumes e essências.
consolda -substantivo feminino 1. Solda. 2. [Botânica] Planta boraginácea.3. [Botânica] Planta ranunculácea. 4. Búgula.

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013

15.12.13

Gracmor
The only question it really matters answer is: who am i? Civilizations were built just in the attempt to answer it. All we know and all we aspire to know is just a mere glance of an answer to the most improbable question.   

14.12.13

Criatividade

não é um talento
é um modo de trabalhar.
é a capacidade que cada um tem
de não se acomodar,
de procurar o novo,
de ter ousadia
para viver novas experiências
e errar.
 

13.12.13

Onde reside o amor?

O amor é domingo de manhã. O sol a invadir preguiçosamente a frestas das persianas e a despertar-me suavemente. O calor da cama e o teu braço displicentemente sobre a minha cintura. E amor reside nos lençóis às flores fora de moda que nos envolvem a cada domingo.

12.12.13

Começo a entrar em curva descendente e não consigo perceber como sair desta situação. Estou desempregada há 8 meses e o pouco de dinheiro que tinha guardado esvaiu-se nas necessidades do quotidiano. Por mais contas que faça, o dinheiro é reduzido e as contas e dívidas acumulam-se. Há dias em que não sei como conseguirei chegar ao fim do dia e cumprir os meus compromissos.

Um dos primeiros choques foi ter de deixar a minha casa. Não era grande, era um pequeno t2 que satisfazia as minhas necessidades. Mas a renda e as despesas correntes iriam por em causa as minhas economias. Vi-me obrigada a cessar o contrato e a procurar um quarto acessível e com o mínimo de condições. Não me posso queixar, estou em casa de um casal idoso que me trata bem e até respeita a minha privacidade, o mesmo já não posso dizer da família, que está à espera que a qualquer momento roube seja o que for que consideram ser de valor em casa dos velhotes. Mas habituada a dispor do meu espaço e dos meus horários a meu belo prazer, tive de transformar os meus hábitos e hoje sou mais votada à reclusão.

Deixei de gastos que hoje chamo fúteis porque não me alimentam o corpo, mas alimentavam-me a alma. Nunca mais fui ao teatro, nem ao cinema, concertos, visitas. Tudo ficou para outro plano e outro futuro. Restam-me alguns passeios, a biblioteca pública e os filmes de fim-de-semana à tarde na televisão. Acabaram-se os jantares amigáveis, acabaram-se inclusive algumas amizades, que talvez não o fossem. Talvez fossem apenas exibições de gostos comuns ou de gostos sociáveis, ou outro adjectivo que agora me falhe. Acabou-se as roupas novas mensais, restam-me os saldos e promoções e só ocasionalmente.

Acabou-se tanta coisa, que o meu sorriso, embora sincero, agora, é apenas triste.

11.12.13

Ser liderado e/ou liderar II

A minha experiencia profissional e associativa coloca-me em duas situações diferentes: ser liderado e liderar. Estar dos dois lados da barricada torna-me mais sensível a determinadas situações como o respeitar as decisões tomadas e perceber que, apesar de raramente serem as ideais, são, no momento, as melhores possíveis. Mas esta situação também me torna menos tolerante com pessoas que não contribuem para a melhoria da sua prestação e também do que é possível fazer em conjunto.
Um dos lemas com que convivo e que também adoptei é que se não faço parte da solução é porque sou parte do problema. E há pessoas que simplesmente esperam que apresentemos soluções, informações, orientações e tarefas. No entanto, são incapazes de tomar a iniciativa de se tornarem autónomos na realização das suas funções, tornando-se elementos uteis e válidos à organização. Aos não o tentarem sequer fazer, podem tornar-se dispensáveis, e isso ninguém gosta.
Penso muito nas pessoas que me rodeiam e em como são ou não necessárias à execução do trabalho que é suposto levarmos a cabo. Infelizmente, algumas parecem só fazer número, porque quando é necessário chegarem-se à frente há sempre razões para impedimentos. Assim, torna-se difícil liderar pessoas como eu julgo que se deve idealmente liderar: procurando uma coesão e soluções conjuntas, em que todos participam, mas também assumem a sua responsabilidade nas decisões tomadas e tarefas assumidas.

10.12.13

Troca de Casais (2011)

Comédia romântica insipida que nem sequer a ameaça do tema fleumático da troca de casais consegue animar. Pobre Martin Freeman, havia tanta coisa mais interessante para fazeres!
 
Título original: Swinging with the Finkels * Argumento & Realização: Jonathan Newman * Elenco: Martin Freeman, Mandy Moore, Jonathan Silverman, Melissa George

9.12.13

Burlesque (2010)

Tentativa de repetir o tom (e o sucesso) de Moulin Rouge. Faltam o dramatismo, a originalidade e o interesse necessários à contemporaneidade da história. Vale sobretudo por alguns actores sempre irreverentes e irrepreensíveis como Alan Cumming e Stanley Tucci.

8.12.13

Olhos de Lince (2008)

Soa-vos familiar o enredo: irmão militar (ou algo do género) morre e o irmão rebelde (de preferência gémeo) é chamado a ocupar o seu lugar e salava o país/mundo? Juntemos a isso a versão feminina de HAL e um interesse romântico e ficamos um thriller interessante para uma tarde chuvosa de domingo.

Título original: Eagle Eye * Realização: D.J. Caruso * Argumento: John Glenn e Travis Wright * Elenco: Shia LaBeoufMichelle Monaghan e Rosario Dawson

7.12.13

Surpresas da Vida (2006)

Em vésperas de casar, um jovem perde a vida num acidente. A sua mãe, a sua noiva e os seus amigos vão fazer o seu luto e apoiar-se mutuamente e ficam a conhecer diversos aspectos da vida dele  que desconheciam. Enquanto refazem rotinas quotidianas, refazem também projectos de vida e aceitam que a vida é feita de surpresas e que a dor é uma parte inerente, bem como a sua recuperação.

Título original: Catch and Release * Argumento & Realização: Susannah Grant * Elenco: Jennifer Garner, Timothy Olyphant, Kevin Smith, Juliette Lewis, Sam Jaeger

6.12.13

Ferrugem e Osso (2012)

Este filme conta-nos a história de um amor improvável. Ela, bióloga marinha a trabalhar com orcas num parque aquático, cruza-se fugazmente com um jovem  ex-lutador de boxe com passado sofrido e aparente distanciamento emocional. Ela tem um acidente de trabalho e são-lhe amputadas as pernas pelo joelho. Durante a sua recuperação ele é o único que, dentro da sua nova realidade, a aceita e trata com a normalidade inerente. Ela aceita o seu presente marginal. Juntos vão refazer as suas vidas desfeitas pelas circunstâncias e reencontrar os sentimentos.

Título original: De rouille et d'os * Realização:  Jacques Audiard * Argumento: Jacques Audiard & Thomas Bidegain * Elenco: Marion Cotillard, Matthias Schoenaerts, Armand Verdure

5.12.13

Paris, je t'aime (2006)

A cidade de Paris serve de mote para diversas curtas metragens sobre o amor, sob as suas diversas formas, seja romântico, familiar, ou de amizade, da alegria de o conquistar, da tristeza de um perder ou do vazio de não o poder viver. Uma homenagem bonita à cidade do amor.

Realização: Olivier Assayas, Frédéric Auburtin, entre outros * Argumento: Emmanuel Benbihy , Bruno Podalydès, entre outros * Elenco: Juliette Binoche, Leonor Watling, Ludivine Sagnier, entre outros

4.12.13

Quando Viste o Teu Pai Pela Última Vez? (2007)

Este filme é a adaptação do livro de memórias homónimo do escritor britânico Blake Morrisson. É um relato de um filho que vê o pai, vitima de cancro, a perder gradualmente não só o seu corpo físico, mas também a sua identidade. Perseguido pela questão que intitula a obra, o autor procura recordar-se do último momento, antes do ataque da doença, em que o seu pai foi o seu pai. Ou seja, do último momento em que se recorda dele como sempre foi. Na busca desse momento, intercala memórias de infância, adolescência e da vida adulta, passando por momentos de idolatração, decepção e aceitação das peculiaridades do seu pai. É um filme interessante e no qual todos, que perdemos pelo menos um dos pais já na idade adulta, somos capazes de nos rever.

Título original: And When Did You Last See Your Father? * Realização: Anand Tucker * Argumento: David Nicholls, baseado na obra homónima de Blake Morrison * Elenco: Jim Broadbent, Colin Firth, Juliet Stevenson

3.12.13

Tiragem #2

Consulente: 37 anos, sexo feminino
Pergunta: quais as minhas perspectivas profissionais?

Tipo de Tiragem: Ferradura Simples
Tiragem: Rei de Ouros – Comerciante; 7 de copas – Imaginação, 3 de copas – Nascimento; valete de Espadas – Pesquisador; Papisa – Estudo.

Proposta de interpretação:
O Rei de Ouros – Comerciante rege o momento actual. Pode indicar uma preocupação com o factor monetário ou salarial ou pode assinalar a necessidade de colocar em prática a capacidade para detectar um bom negócio, ou uma boa oportunidade. Ou seja, pode indicar a necessidade de detectar o melhor momento para agir.
O 7 de copas – Imaginação indica que a situação requer uma solução imaginativa. Além de ser necessário ponderar alternativas e estratégias futuras, estas podem não ser as usuais. A solução pode passar por um pensamento divergente do actual.
O 3 de copas – Nascimento indica um novo começo profissional, seja através de uma nova equipa ou de novas funções e responsabilidades.
A posição ocupada pelo valete de Espadas – Pesquisador indica o futuro próximo (cerca de 2 a 3 meses). Significará que o novo desafio profissional implica muita pesquisa por forma a dar resposta positiva ao mesmo. Será necessário apreender novas constrições e exigências, mas também novas possibilidade e potencialidades.
A Papisa – Estudo ocupa a posição do futuro distante, a uma distância máxima de um ano. Será um processo que envolve o estudo e aprendizagem contínuos e que culminará (ou não) com a sedimentação de novos conhecimentos.

Apreciação geral:
Profissionalmente, apresentar-se-ão novos contextos e desafios. O balanço será positivo, mas requer um grande investimento pessoal na aquisição de novos conhecimentos.

1.12.13

Quando é que viste o teu pai pela última vez?

Não sei, não consigo precisar…

É uma das memórias que não sabemos quando vamos necessitar, então não a activamos e o momento perde-se. Talvez para sempre.

30.11.13

Quando é que o meu pai era um herói?

Não é a primeira vez que afirmo que a minha infância me parece um road movie. Confundem-se na memória as inúmeras viagens até Cernache do Bonjardim, de onde os meus pais eram oriundos e aonde rumávamos frequentemente.

Foram muitas horas de carros, antes de auto estradas, ips, vias rápidas, portagens, pórticos, estações de serviço, direcção assistida, segurança rodoviária, sensibilização, etc, etc. foram também muitas filas de transito, algumas para atravessar a ponte (creio ser este o nome) do ribatejo, local que o meu pai aproveitava para fazer o brilharete de conduzir uns escassos metros sem mãos no volante.

É claro que é uma situação banal. Já todos o fizemos a dado momento de uma fila de trânsito. Mas quando se tem 3, 4, 5 anos isso faz do nosso pai um herói. Não faz?

29.11.13

Palavras #462 a 464


refrega - |é| s. f. 1. Combate; recontro; peleja. 2. Trabalho; lida. refrega de vento: rajada.

frenologia - (freno- + -logia) s. f. 1. Em geral, estudo das faculdades intelectuais. 2. Em particular, estudo da conformação do cérebro.

orago - substantivo masculino 1. Santo a que é dedicado um templo ou capela. 2. [Figurado] Presságio; oráculo.

28.11.13

sobre confiança

Yeong-Deok Seo 
Uma situação inusitada é alguém que conhecemos recentemente nos perguntar em quem podemos confiar. Mas a confiança é algo tão intimo e tão individual que não é merecida ou sentida da mesma forma por pessoa diferentes. Ao fazerem-me este tipo de questão, as dúvidas que suscitam são:
- será, quem me questiona, digno de confiança?
- será ingénuo?
- julga-me ingénua?
- está a testar-me?
A confiança nem sempre é imediata ou inata, conquista-se e, por agora, esta pessoa está sobre observação e ainda não merece a minha confiança.

27.11.13


Last night I realized

I’m the lady with the cat

In front of the tv set

Except, I lack the cat

22.11.13

Odette Toulemonde - Lições de Felicidade (2006)

Amélie cresceu. Casou, foi mãe de 2 (agora) adolescentes, enviuvou. Trabalhou para sustentar as crianças e encontrou animo para seguir a sua vida nas páginas delico-doces dos romances de Balthazar balsan, idolatrado pelos fãs e menosprezado pela crítica. Até que o destino os coloca frente a frente, dando oportunidade a Odette (sim, agora Amélie chama-se Odette) de retribuir o animo e de Baltazar perceber o seu contributo para o público que o lê.

Título original: Odette Toulemonde * Argumento & Realização: Eric-Emmanuel Schmitt * Elenco: Catherine Frot, Albert Dupontel, Jacques Weber

20.11.13

3 aspectos relevantes sobre mim

Se tivesse de me apresentar a alguém, que três aspectos escolheria que me representassem?
Fazendo uma retrospectiva, parece óbvio fazer uma selecção cronológica. Ou seja, perceber que acções ou actividades têm ocupado mais tempo na minha via. Assim, a selecção recairia sobre a minha actividade profissional, associativa e como bloguer.
Profissionalmente, trabalho há 10 na área da juventude. Não aprendi tanto quanto desejaria, mas tomei contacto com o movimento associativo, com o conceito e dinâmicas da Educação Não Formal e também com a hierarquia e estruturas municipais.
Na área do associativismo, primeiro num grupo informal de teatro amador, depois no escotismo, aprendi a aprender, a imaginar e a projectar, a concretizar através de tentativa e erro, a reconhecer capacidade nos outros e tentar alimenta-las, a gerir e coordenar as expectativas, frustrações e complementaridades.
Como bloguer, a escrita é o meu tempo de reflexão, de humildade, de (re)transmissão de conhecimentos e de serenidade.
Além destes três aspectos, sou mulher e como tal sou imensas coisas: menina, mulher, assumo diversos papéis, nalguns sou resolvida, noutros sou um trabalho em progresso, com as suas dúvidas e constantemente à procura do seu lugar no mundo.
 

19.11.13

A problemática do ateísmo

O maior problema que se coloca a quem se considera ateu é considerarem que este não possui qualquer sistema de crenças. Tem, e assenta em valores éticos, morais e comportamentais, apenas estes não advêm da crença na existência de uma entidade divina.

18.11.13

Once upon a time…

Nas histórias de (des)encantar, é frequente os vilões arrancarem o coração do peito da pessoa que querem destruir ou que querem que fique cativa dos seus interesses.

Como será não ter coração ou os sentimentos que lhe atribuímos? Será mais simples passar pela vida sem coração? Como será viver sem esta dor no peito? 

17.11.13

Sobre motivações

O nosso comportamento é ditado pelas nossas motivações, ou seja, a razão que se tem ou julga ter para fazer algo. Estas podem ter origem em ordens (medo da represália, protecção, beneficio posterior), costumes (comodidade, pressão de pares, moda) ou caprichos (desejo interno). As motivações são funcionais, ou seja, são um instrumento na prossecução de um objectivo. Se o objectivo dor rotineiro, basta-nos recorrer às motivações habituais. No entanto, se o objectivo for a resolução de um problema ou situação complexa, há que recorrer à capacidade de invenção para o solucionar.
@ Marcas d'Água

16.11.13

14.11.13


Para o rumo da nossa vida

Não há livros de instruções

Quiçá manuais de recomendações

As fórmulas são genéricas

E necessitamos de remédios individuais

13.11.13

Sobre a liberdade

Há vários caminhos possíveis entre optar ou não por algo, entre querer ou não algo. Não podemos fazer tudo o que queremos, mas também não estamos obrigados a querer fazer uma única coisa. Também não somos livres de escolher o que nos acontece, mas somos de livres de como responder ao que nos acontece e de tentar solucionar  o que nos acontece, embora nem sempre o consigamos da forma que queremos.
Podemos escolher dentro do possível. Se muito depende da minha vontade, também há vontades e necessidades que não controlo e que limitam a minha liberdade.
E a culpa?
É difícil optar livremente em determinadas circunstâncias. Mas escolher não é apenas optar por caminhos traçados é também inventar novos caminhos e, muitas vezes, enganarmo-nos.

12.11.13

Sim Virgínia, tens toda a razão: precisamos de um espaço que seja nosso para que, com tempo e sem distracções, possamos verter e arrumar para o papel ou para um teclado o excesso das nossas mentes.

11.11.13

As minhas escolhas

Ao trabalhar num município, a minha actuação é regida por políticas definidas por outrem, com as quais por vezes concordo, por vezes não. De 4 em 4 anos, como cidadã, sou chamada a eleger quem irá ditar essas políticas, mas essa não é a única oportunidade que tenho de fazer valar a minha voz. Ainda como funcionária, cabe-me também a iniciativa de propor a execução de projectos que considero válidos para os munícipes.
A verdade é que seja como cidadã, seja como profissional, nem sempre conheço os mecanismos ao meu dispor para defender os meus valores, a minha opinião, a minha voz. Mas sei que essa voz activa pode implicar consequências positivas ou represálias. E se compete a quem me “gere” dar-me a conhecer como posso exprimir opiniões válidas e fundamentadas, também me comete buscar essa mesma informação. Em última análise, a minha atitude e a minha escolha serão sempre um reflexo do conhecimento e usufruto dessas oportunidades.