Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
Mais informações: www.cm-sintra.pt

31.8.13

Sobre projectos de clubes de leitura

Durante o ano transacto e parte deste, procurei levar a cabo e dinamizar o projecto Leituras na Juventude – Clube de Leitura da Casa da Juventude. O projecto não vingou em parte pela falta de adesão e, em última análise, pela minha incapacidade de fomentar e dinamizar as últimas sessões. Este ano não proporei a sua continuidade. Embora gostasse de dar continuidade a um projecto semelhante.
Como participante, e apesar da ausência dos últimos meses, continuo ligada ao Clube de Leitura do Museu Ferreira de Castro. Mas gostaria de ter outro tipo de papel na dinamização deste tipo de projecto, eventualmente com um foco temático ou destinado a outra faixa etária.
Já ponderei apresentar uma proposta em livrarias locais, como a Plantier ou a Vento Bom, cujo público-alvo é o mesmo e cuja dinamização de um projecto destes no seu espaço poderia vir a ter impacto na sua dinâmica de vendas. Em termos de divulgação junto do seu público de interesse, já estaria facilitada e poder-se-ia inclusive usufruir de qualquer base de dados existente de clientes. No que diz respeito a direcções temáticas, poder-se ia igualmente ter em conta as vendas realizadas ou até ponderar esta como uma estratégia de gestão de stocks.
Este é um assunto sobre o qual ponderarei nos próximos tempos e com o qual eventualmente avançarei, em termos de propostas, lá para o mês de Novembro.

29.8.13

Bradshaw & Jones

Pela 59ª vez, os canais por cabo transmitem as (des)venturas amorosas das 4 amigas de O Sexo e A Cidade. Também com a mesma frequência, brindam-nos igualmente com as peripécias amorosas de Bridget Jones.
Jones e Bradshaw (quiçá fisicamente semelhantes) parecem oscilar entre a superficialidade dos mundos da moda e da comunicação social e profundo desejo de um grande amor (materializados nas personagens de Mr. Big e Mr. Darcy, nada mais, nada menos que dois senhores!) ambas tentam conciliar a sua aptidão (feminina?) o amor romântico e o seu desejo (geracional?) de independência. São mulheres do nosso tempo, com um pé numa ideia tradicional de amor e outro nos (in)transigentes ritmos da vida moderna. Como personagens, conseguiram superar as adversidades e conquistaram os seus amores. Como mulheres, resta-lhes trilhar os percalços das novas relações cujas regras e protocolos ninguém conhece, nem homens, nem mulheres.

28.8.13

O Reino (2007)

O ataque bombista a um complexo habitacional Americano na Arábia Saudita leva uma equipa de investigadores do FBI ao local. Ao chegarem, deparam-se com inúmeras dificuldades, devido sobretudo à falta de cooperação das autoridades locais. As suas investigações acabam por leva-los a um extremista que morre num confronto directo com os agentes americanos.
É um filme interessantes pelas perspectivas humanas dos personagens e pela subtiliza como demonstra a perpetuação de ódios e conflitos.  

Título original: The Kingdom Realização: Peter Berg * Argumento: Matthew Michael Carnahan * Elenco: Jamie Foxx, Chris Cooper, Jennifer Garner, Jason Bateman, Jeremy Piven

27.8.13

Força Ralph (2012)

A rápida evolução tecnológica tornou obsoletos jogos que fizeram as delicias dos jovens na década de 80 e 90. O que nunca imaginámos foi que, tal como os brinquedos de toy story, os seus personagens tivessem uma vida para além das horas de jogo que lhes devotávamos. É o caso de Ralph, o vilão de um jogo cuja aspiração é ser apreciado e acarinha pelos amigos (que não tem), o que o vai levar à mais inesperada aventura no mundo dos jogos de arcada.

Título original: "Wreck-It Ralph" Realização: Rich Moore  * Argumento: Rich Moore e Phil Johnston * Elenco:: John C. Reilly, Jack McBrayer, Jane Lynch, Sarah Silverman

26.8.13

Hansel & Gretel: Caçadores de Bruxas (2013)

O revivalismo das histórias de encantar (ou não) trouxe ao cinema uma das mais conhecidas histórias popularizadas pelos irmãos Grimm. A diferença desta nova aventura é que nos apresenta os irmãos já adultos e, como o título indica, conhecidos caçadores de bruxas. Estes são chamados a uma vila para aferirem se uma mulher suspeita é realmente bruxa, o que vai desencadear ódios e conflitos que os vão levar a descobrir e a compreender o seu passado, nomeadamente o seu dom inato para o combate do lado negro.
Título original: "Hansel & Gretel: Witch Hunters" * Argumento: e Realização: Tommy Wirkola * Elenco: Jeremy Renner, Gemma Arterton, Peter Stormare, Famke Janssen

25.8.13

Jack Reacher (2012)

Tom Cruise volta ao papel de herói, desta feita um enigmático ex-militar sem bagagem e sem rasto cuja demanda pessoal é a busca de justiça, mesmo para os injustos. Neste enquadramento, a sua personagem, jack Reacher vê-se envolvido numa conspiração levada a cabo por uma máfia russa, cujos atentados são atribuídos a inocentes, que se vêem enredados numa teia de acusações da qual não têm escapatória e só Reacher é capaz de os salvar. Filme dinâmico e bem disposto, com um Cruise sempre em forma.

Argumento e Realização: Christopher McQuarrie, baseado no livro "One Shot" de Lee Child * Elenco: Tom Cruise, Rosamund Pike, Richard Jenkins, Werner Herzog

24.8.13

Constantine (2005)

John constantine é um exorcista especializados em casos complexos e apercebe-se que os agentes demoníacos estão mais fortes e presentes nos nosso plano de existência. Então, enceta uma luta pelo equilíbrio entre planos, conseguindo assim a sua absolvição. Servido por efeitos visuais e actores carismáticos à medida, é uma história interessante para os curiosos pelo género e pelo tema.

Realização: Francis Lawrence * Argumento: Jamie Delano, baseado na novela gráfica  Hellblazer * Elenco: Keanu Reeves, Rachel Weisz, Djimon Hounsou, shia LaBeouf Gavin Rossdale, Tilda Swinton, Peter Stormare, José Zúñiga

23.8.13

Perdida de Amores (2005)

Comédia insonsa para adolescentes, que explora o sentimento delirante de uma jovem pelo seu ídolo musical, com o qual se vê presa numa ilha “deserta”.

Título original: "Love Wrecked" Realização: Randal Kleiser * Argumento: Stephen Langford * Elenco: Amanda Bynes, Chris Carmack, Jonathan Bennett

22.8.13

Como desenvolver uma dinâmica criativa

A criatividade desenvolve-se através de vários Processos, como: Novas ideias completamente formadas; Um indício que requer um desenvolvimento posterior; Cruzamento de processos: gerar novas ideias, imaginar diferentes possibilidades, considerar opções alternativas; Desenvolvimento de ideias e avaliação de qual funciona ou parece melhor. Para tal, contribuem a utilização do Meio de expressão adequado, pois Diferentes meios ajudam-nos a pensar de maneiras diferentes.
Existem igualmente estratégias que devemos utilizar, consoante os desafios apresentados. São elas: Pensamento divergente ou lateral (metáforas e analogias) vs pensamento vertical (Lógica - pode ser importante nas diferentes etapas do processo criativo, como na avaliação de novas ideias e o modo como estas se enquadram, ou desafiam, as teorias existentes); e Mente intuitiva e inconsciente – reservas profundas de memórias e associações, de sentimentos e intuições que processam e gravam as experiências de vida fora do alcance da percepção consciente.
O modo como olhamos para nós próprios e para o mundo define quem somos e quem poderemos ser. Podemos sempre tentar pensar de maneira diferente. As nossas ideias e maneiras de pensar podem aprisionar-nos ou libertar-nos.

21.8.13

Imaginação & Criatividade

Imaginação – capacidade de trazer à mente coisas que não estão ao alcance dos nossos sentidos. Permite revisitar o passado, comtemplar o presente e antecipar o futuro. Permite criar, através da conjectura, do levantamento de hipóteses, especulação e da suposição.
Importante: tudo é relativo, é uma questão de perspectiva, que permite repensar as nossas vidas e circunstâncias.

Criatividade – processo pelo qual obtemos ideias originais e valiosas. Enquanto a imaginação é um processo interno, a criatividade é uma forma de produzirmos algo de novo, para encontrarmos novas soluções, inclusive para reflectirmos em novos problemas e ou novas questões. A criatividade é a imaginação aplicada.

Ana Ventura

20.8.13

Substituir colegas na suas funções

Seja por férias, baixas médicas ou afectação a outros projectos, é frequente termos se substituir colegas nas suas funções. Se possível esta substituição deverá ser prevista e deve contemplar um processo de integração, o que raramente acontece. Como é que processo deve ocorrer idealmente? Primeiro, com a passagem de informação, o mais sistematicamente possível. Depois, com o acompanhamento de directo na execução das tarefas e posteriormente com a realização das mesmas sob supervisão. As maiores dificuldades inerentes a uma substituição são a criação e incorporação das novas rotinas nas já existentes, sobretudo no que diz respeito ao efectivo tempo de realização das tarefas, a sua articulação e os tempos de conclusão. Outra dificuldade corresponde à adopção ou não, caso a substituição seja ou não temporária, dos diferentes modos de organização de tempo, tarefas e informação.

19.8.13

Graus ou tipos de inteligência

Todos percebemos da nossa experiência quotidiana que os indivíduos têm capacidade e dificuldades inatas que se traduzem em diferentes tipos de inteligência. Mas como estes nem sempre se materializam, a sociedade desenvolveu os mais variados tipos de teste para aferir e quantificar a inteligência de um individuo.
Um dos testes mais utilizados (QI)foi desenvolvido por Binet, que paradoxalmente se destinava a identificar crianças com necessidades especiais a fim de que estas pudessem receber uma educação adequada. Infelizmente, estes testes acabaram por ser utilizados na execução de políticas Eugenistas, que defende que determinados traços sociológicos e de personalidade são hereditários, e levou a que este tipo de testes fosse utilizado com vista à segregação e extermínio (p. e. leis de esterilização involuntária).
Estes testes medem certos tipos de inteligência, mas não a totalidade da inteligência. Actualmente, são vários os especialistas que defendem a existência de vários tipos de inteligência. Por exemplo, Howard Gardner defende a existência múltiplas inteligências (Linguística; Musical; Matemática, Espacial; Cinestésica; Interpessoal, relacionamento com terceiros; Intrapessoal, conhecimento e compreensão de si mesmo), todas relativamente interdependentes e nenhuma mais importante, embora algumas sejam dominantes e outras estejam adormecidas. Já Robert Sternberg divide a inteligência em 3 tipos: Analítica – capacidade para resolver problemas por meios de capacidades académicas; Criativa – capacidade para lidar com situações novas e para descobrir soluções originais; e Prática – capacidade para lidar com os problemas e desafios do dia a dia.
Outros autores defendem outras tipologias e predominâncias, mas o que sobressai das várias possíveis análises é que a inteligência humana apresenta 3 características fundamentais: Diversa; Dinâmica – através da utilização de múltiplas formas de inteligência. Analogia – observação de como as coisas se ligam, transposição de domínios, e visualização de novas ligações entre acontecimentos, ideias e circunstâncias; Distintiva –como uma impressão digital, pois cada individuo possui uma combinação única de inteligência dominantes e adormecidas.

18.8.13

Há textos que nos mudam de forma indelével. Não pelos seus ensinamentos transcendentais ou sequer práticos. Mas sim pelo que nos trazem de transformação da nossa perspectiva sobre nós próprios. Este é o meu texto:

I’ve about seen
all the nose jobs
capped teeth
and silly-cone tits
I can handle

I’m heading back to my natural woman.
By Sam shepard

17.8.13

Que sentidos temos?

Tradicionalmente, é-nos ensinado que temos 5 sentidos relacionados com os órgãos: olfacto, visão, audição, tacto, sabor. A experiência e a sensibilidade dizem-nos que há um 6º sentido: a intuição. No entanto, há vários especialista que afirmam e comprovam a existência de outros sentidos tão ou mais importantes que os tradicionais. São eles:
  • Termocepção: percepção da Temperatura, (diferente do toque);
  • nocicepção – percepção da Dor,;
  • Vestibular -percepção do Equilíbrio e da aceleração (situado no ouvido interno);
  • Cinestésico, ou propriocepção -  que nos permite compreender a localização dos nossos membros e dos resto do corpo no espaço e a relação entre eles;
  • Sinestesia – fenómeno de percepção em que os sentidos se misturam ou sobrepõem.
E que outros sentidos ainda teremos?

15.8.13

O momento do adeus

Tenho medo de erguer a voz e terminar situações, mesmo quando percebo que não me são favoráveis. Talvez me iluda com a esperança num súbita reviravolta ou talvez tenha um estúpido mecanismo de autodestruição.

Mas a voz está a encontrar-se.

Kirsten Zu Pan

13.8.13

Uma das aprendizagens do presente ano é que não estou sozinha. (bem, às vezes estou, mas porque teimo em não sair da minha toca.) É bom saber que não estou e que tenho quem me oiça à distância de um telefonema e de um toque de campainha.


Heinz Maier

11.8.13

Dúvidas existenciais

Quem somos
Quem gostaríamos de ser
Quem sentimos que temos de ser
quem negamos ser
quem julgamos ser

David Cutter

10.8.13

Serviços mínimos

Recentemente, fui chamada a atenção de que ao ocupar o cargo de ECG não se esperava que assumisse um desempenho igual ao dos meus antecessores, mas que havia posturas mínimas inerentes ao cargo que não podia delegar.
Estava ciente de que não tinha estado à altura do que era esperado, e o mais importante foi o processo de indagação dos porquês e do como. Conclui que muitas vezes me escondi atrás de algumas tarefas administrativas para evitar uma postura de maior visibilidade, falhando assim ser vista como exemplo ou como a figura de referência que o cargo exige.
Para ultrapassar a situação, este ano escotista vou delegar algumas tarefas e evitar a quaisquer desculpas para assumir a visibilidade que o cargo exige.

Chey Chao

9.8.13

Controlo de execução

Um das principais tarefas inerentes à função de coordenação é o controlo de execução de tarefas, prazos e valores. Esta é uma faceta que preciso melhorar e que em sinto ainda não ser suficientemente segura e assertiva para exigir aos demais.

8.8.13

Quando se perde um filho, como se encontram razões para continuar?

Não consigo imaginar dor maior do que a da perda de um filho, à partida o grande projecto de vida de um individuo e em quem são depositadas todas as aspirações e afectos. Quando a perda acontece, como se encontra um motivo para continuar a viver?
A existência de mais filhos poderá ser uma âncora. E será que ter um novo filho mitiga a dor ou realmente é uma forma de ter novos motivos para viver?
E qual a relevância do factor idade? A juventude permite recomeços, mas também não nos prepara para a perda. A velhice tem outra resistência à perda, mas também tem uma soma de perdas que se pode revelar irreparável.
Talvez todas as respostas sejam certas e cada um resiste como e até quando pode.

7.8.13

6.8.13

De que tenho medo?

De fazer um exame médico para perceber se a minha herança genética aliadas à tensão nervosa dos últimos anos já estão a unir esforços.
Das consequências das minhas escolhas passadas e das que ainda estou para fazer.
De um dia achar que já não tenho razões para continuar.

5.8.13

O que as histórias de encantar nos ensinam não é que há sempre finais felizes, mas sim que podemos sempre vencer os nossos dragões.

4.8.13

O meu elemento?

Na adolescência, as minhas paixões eram o cinema, com a ambição profissional era ser crítica de cinema, e o teatro, com o desejo, nada mais, nada menos, de ganhar um Óscar. Com a faculdade, veio também a paixão pela literatura e o modo como esta pensa o ser humano.
Ao longo do tempo, de várias leituras, de várias conversas, tenho cada vez mais vindo a acreditar e valorizar o potencial da educação pela arte como transformador do ser humano, enquanto catalizador de reflexão, ponderação, consciencialização e questionamento contínuos.
Nos anos mais recentes, tenho contactado com os princípios de metodologias da educação não formal, enquanto formas de descoberta e valorização das competências, capacidades e atitudes do individuo.
Nesta confluência de aprendizagens e paixões, reside o meu elemento. Embora ainda tenha conseguido perceber exactamente como pô-lo em prática, creio que já fiz uma parte do caminho que é percebe-lo, agora necessito, quiçá, de um encorajamento para fazer o resto do que julgo ser o percurso.

3.8.13

Há uns tempos, ficou-me uma frase do jornalista João Miguel Tavares (JMT) proferida num programa d’ O Governo Sombra: “podes chegar a um momento da tua vida em que não estás à altura do teu discurso.”
No âmbito do programa, a frase referia-se à classe política, mas a verdade é que a mesma se aplica a qualquer um de nós em dado(s) momento(s) da nossa vida. E este é um sentimento que me tem assolado relativamente à minha prestação enquanto ECG, um desafio que assumi com vontade (e alguma vaidade), mas ao qual não fui capaz de cumprir as expectativas de quem me rodeia.
Analisando, as minhas circunstâncias pessoais foram complicadas e entrei em processo de colapso. Porquê? Talvez porque sou uma pessoa de reacção lenta, ou seja, necessito de tempo para ir ao fundo e voltar. E creio que não me tenha dado esse tempo, ou apenas essa seja uma desculpa minimamente plausível para mim e para os demais. Outro aspecto que falhou no meu desempenho foi ter-me preocupado unicamente com a minha equipa de trabalho directa e ter negligenciado o aspecto de visibilidade que o cargo exige, junto de EE e de elementos.
Estava apta para o cargo que assumi? Sim e não. Por um lado, estava ciente de que não tenho o perfil adequado ou usual neste tipo de cargo. Por outro, tinha a noção de que era uma oportunidade única para testar capacidades e competências que tinha vindo a desenvolver.
Ainda citando JMT, “a política é a gestão daquilo que é possível fazer.” E o desafio é tentar fazer o que é certo num dado momento. É certo que falhei. E que não consigo, de momento, ter plena consciência do que aprendi com este colapso, bem como se conseguirei fazer frente às circunstâncias em situações futuras. Espero sinceramente que consiga transpor para as minhas acções mais serenidade e consequentemente discernimento e deste modo, se os meus colegas acharem por bem, fazer frente ao desafio no próximo ano escotista.

2.8.13

Seja na sala de espera de um serviço de oncologia ou na sala de visitas de uma unidade de cuidados intensivos, todos os dias nos cruzamos com a esperança na cura. Começamos a partilhar histórias, experiências, ambições, tecemos cumplicidades baseadas numa compreensão comum. E um dia deixamos de nos cruzar e percebemos que a morte se adiantou a qualquer plano ou esperança. E um dia a cadeira vazia é a nossa.

1.8.13

Sobre a morte

O mais difícil sobre a morte não é a ausência, é a impossibilidade do retorno, e o luto não é mais que o longo processo de tomada de consciência e desenvolvimento de estratégias para lidar com ela.
A eterna ausência é tão mais dolorosa quanto raras vezes há lugar a despedidas ou outras conversas que permitam, sobretudo aos vivos, sanar dúvidas ou realizar despedidas.
Morre-se sempre só, seja em casa, numa cama de hospital, ou num local rodeado de transeuntes anónimos.
A morte altera a nossa vida, mas não podemos alterar a morte.