Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
Mais informações: www.cm-sintra.pt

31.5.12

Reencontros no Facebook


Há poucas semanas, antigos colegas de faculdade criaram um grupo no Facebook onde, pouco a pouco, se têm conetado vários elementos da minha turma: LLM/PI 94/98, da UAL.
É um pouco estranho. Mantenho óptimas recordações, mas as ligações foram ficando pelo caminho (talvez desnecessariamente, é certo). Parece que as recordações pertencem a uma outra vida, de tão distantes no tempo e na experiência.
Como é natural, tinha um núcleo de relações, mas fora esse núcleo foi um choque como certos nomes e caras, com os quais partilhei 4 anos, são completamente estranhos. Mas também me são estranhas afirmações como: foram os melhores tempos da minha vida. Não consigo passar assim. foram 4 ótimos anos, mas fui mais bem feliz a posteriori. E ainda hoje, em que passo um período complicado e sem fim à vista, não tenho essa rememoração passadista. É claro que não me importava nada de saber na altura parte do que sei hoje, visto que me pouparia muitas lágrimas e cabelos brancos, mas não se pode voltar atrás. Para o bem e para o mal, para a frente é que é o caminho.
Voltando à vaca fria, o grupo do Facebook tem aumentado e alguns dos elementos falam em marcar-se um encontro, o que me faz lembrar os tradicionais high school reunions americanos e em como será reencontrar um grupo que, para o efeito, agora estranho. Há a curiosidade, é claro, mas também a sensação de regresso ao passado e a dúvida: quero mesmo reencontra-los e tecer as inevitáveis comparações de vida, percursos e conquistas. A verdade é que tenho pouco para mostrar e talvez por isso não me sinta motivada para uma tal reunião. Mas talvez esta seja uma postura preconceituosa. Talvez seja apenas divertido reencontrar os miúdos que fomos em dado momento das nossas vidas.

30.5.12

Sim! (2008)


Jim Carrey regressa na fórmula a que nos habituou e a que a indústria tem dificuldade em descolar-se. Desta feita interpreta um homem desafiado a aceitar todos convites que lhe fazem, numa espécie de revés para o seu anterior filme de 1997, o Mentiroso Compulsivo (Liar, Liar).

Título original: Yes Man * Realização: Peyton Reed * Argumento: Nicholas Stoller e Jarrad Paul * Elenco: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Bradley Cooper, Terence Stamp, Sasha Alexandere Molly Sims

29.5.12

Chave de Leitura


Nos estudos literários, fala-se por vezes na chave de leitura, ou seja, uma informação que permite uma interpretação mais profunda ou lata de um texto, possibilitando a sua maior compreensão.
Estas chaves de leitura não se resumem ao universo literário, são transversais à nossa vida. São elementos que permitem compreender quem e o que nos rodeia. Muitos de nós não detemos as chaves de leitura necessárias à nossa vida. É pena. Valeria-nos imenso perceber as intenções e as teias de decisões circundantes e assim melhor ponderar e sustentar as nossas decisões.

28.5.12

Palavras #266 a 268

Heteróclito - adj. 1. que se afasta das regras da gramática ou da arte; 2. fig. irregular; 3. fig. extravagante; (Do gr. heteróklitos, «de declinação irregular», pelo lat. tard. heteroclìtu-, «id.»)
Caterva - s. f. 1. multidão; 2. grande número; (Do lat. caterva-, «turba; corpo de tropas bárbaras»)
Entremez - s. m. TEATRO pequena composição dramática, jocosa ou burlesca; farsa; (Do prov. entremetz, «entre um prato e outro», pelo cast. entremés, «peça em um acto»)

In a cidadela Branca, Orhan Pamuk

27.5.12

A Educação Sentimental dos Pássaros, J. E. Agualusa

Que relação poderá existir entre a capacidade dos pássaros para voar e o mal nos seres humanos? Ambos são inatos e são levados a cabo porque, quer pássaros, quer humanos, o podem fazer.
Como é que o mal se apresenta, porquê, qual a sua origem… são facetas abordadas nos 11 contos que compõem esta colectânea. Mas aqui o mal nunca é absoluto, é, tal como qualquer outra característica humana, uma faceta do individuo, que nem sempre reconhece as regras e morais vigentes com sendo as suas. Se o mal é praticado, é o muitas vezes praticado em simultâneo com outras acções, mesmo que não sendo redentoras, ou como consequência das pressões exteriores.
A ler.

26.5.12

Spoiler Alert 2

Palavras #263 a 265

Magiar – adj. que diz respeito à Hungria ou aos Húngaros. S. natural da Hungria; língua dos Húngaros; (Do húng. magyar, «id.».)
Caranvaçarai - s. m. 1.grande edifício onde podem repousar gratuitamente as caravanas, no Médio Oriente; 2. fig. confusão; (Do pers. karwân-seráí, «estalagem»)
Maromba - s. f. 1. vara com que os funâmbulos mantêm o equilíbrio sobre a maroma; 2. AGRICULTURA. doença das videiras, caracterizada pela presença de manchas amareladas nas folhas e por baixa produção;3. fig. posição difícil que custa a sustentar; 4. Brasil manada de bois; 5. Brasil jangada para transporte de gado; (Do ár. vulg. mabrumâ, «cordão», pelo cast. maroma, «corda grossa»)

25.5.12

Mafalda, Quino

Palavras #260 a 262

Impudência – s.f. 1. falta de pudor; 2. descaramento; atrevimento; desvergonha; 3. acto ou dito impudente, que choca ou ofende; (Do lat. impudentìa-, «id.»)
Janíçaro – s.m. soldado turco de infantaria, geralmente destinado à guarda do sultão; (Do turc. ant. jañychari, hoje jeñicheri, «nova tropa»)
Ablução – s.f. 1.lavagem; 2.lavagem total ou parcial do corpo; 3.RELIGIÃO (ritual) purificação por meio de água; (Do lat. ablutióne-, «lavagem; baptismo»)

In a cidadela Branca, Orhan Pamuk

24.5.12

Palavras #257 a 259

Firmão – s. m. 1. ordem de um soberano ou de autoridade muçulmana e por ela firmada; 2. Formão, alvará. (Do turc. firman, «ordem do sultão»)
Jaspe – s.m. 1. MINERALOGIA variedade granular de quartzo, de textura homogénea, opaca e de cores diversas, usada em jóias e peças decorativas; 2. mármore betado; 3. objecto artístico feito dessa pedra; (Do gr. íaspis, «id.», pelo lat. iaspe-, «id.»)
Comitre – s.m. antigo oficial que superintendia nos forçados das galés; (Do lat. comìte-, «companheiro», pelo it. ant. còmite, «comandante de galé»)

In a cidadela Branca, Orhan Pamuk

23.5.12

A Cidadela Branca, Orhan Pamuk

Esta foi a minha primeira incursão na obra do turco Orham Pamuk, Vencedor do Prémio Nobel em 2006.
A acção tem lugar algures no século dezoito, no território da Turquia. Relata a relação entre dois homens fisicamente idênticos, mas intelectualmente diferentes. Sob uma relação de dono e escravo, estes dois homens desenvolvem, ao longo de quase duas dezenas de anos, um desafio que lhes possibilitará assumir a identidade do outro. Estes dois homens são um estudante veneziano escravizado sob a mão de um estudioso turco, às ordens do Paxá e posteriormente do sultão. Essa condição possibilitará um diálogo e conflito constante entre os dois homens sobre temas como religião, física, ciência, cosmovisão, entre outras.
Esta leitura fez-me relembrar em determinados momentos O Palácio dos Sonhos, de Ismael Kadaré. Permitiu-me ainda a aquisição de vocabulário especifico sobre a região e a sua organização política. E em rescaldo da leitura de 1348 – Anno domini, de Sérgio Luís de Carvalho, é igualmente interessante ter outra perspectiva sobre a disseminação da peste.

21.5.12

Espanglês (2004)

Dizia-se que Sidney Pollack era o realizador de histórias de amor adultas impossíveis, o que, usualmente, resultava num filme dramático. Spanglês é uma comédia, mas pode, perfeitamente, resumir-se como uma história de amor adulta impossível. Protagonizada por Adam Sandler, num dos seus poucos papéis adultos, Paz Vez e Tea Leoni, relata-nos o período em que Flor, uma jovem mulher latina, que de início não sabe falar inglês, trabalha para o casal Clasky, constituído por uma mulher algo desequilibrada que não dá ao devido valor ao seu marido, que acaba por se deixar seduzir pelos valores e, apesar da aparente incomunicabilidade, encontrar um patamar de compreensão com Flor. apesar da tónica cómica, os personagens são credíveis. São personagens humanos, tentáveís e tentados, que procuram fazer o melhor possível com os seus valores, objetivos e circunstancias, aqui, sobretudo na sua dimensão cultural e linguística. Um filme interessante e atípico na paisagem das comédias românticas.

Título Original: Spanglish * Argumento e Realização: James L. Brooks * Elenco: Adam Sandler, Téa Leoni, Paz Vega e Cloris Leachman

Mafalda Rules!

20.5.12

Em Roma (2010)


Lí algures, há muitos anos, que o maior desafio (e façanha) de um interprete de uma comédia romântica é tornar credível o mais fantasioso dos enredos. E para fantasia este Em Roma é um excelente exemplo. Uma jovem Kirsten Bell desloca-se a Roma para testemunhar o inesperado casamento da irmã mais nova, acabando por se ver enredada num feitiço, no qual atrai os mais inusitados pretendentes. Sem surpresas, lá acaba nos braços do verdadeiro amor, quebrando qualquer feitiço. Filme de sábado à tarde, que vale pelos pretendentes: Will Arnett, Jon Heder, Dax Shepard e Danny DeVito.

Título original: When in Rome * Realização: Mark Steven Johnson * Argumento:David Diamond, David Weissman * Elenco: Kristen Bell, Josh Duhamel, Anjelica Huston, Will Arnett, Jon Heder, Dax Shepard e Danny DeVito

Grandes Esperanças

19.5.12

Acompanhamento de Estágio

No âmbito das Tarefas a desempenhar pelos técnicos que acompanham estagiários, estas serão maioritariamente de:

o Enquadramento institucional;
o Enquadramento do funcionamento do local de realização do estágio;
o Enquadramento das tarefas a desempenhar no âmbito do estágio;
o Acompanhamento e aconselhamento no âmbito transmissão e aquisição de conhecimentos, competências e atitudes.

18.5.12

Reuniões de Estágio

No âmbito do acolhimento de estagiários, verifica-se a necessidade de realizar várias reuniões, nomadamente:

- Prévia, com os responsáveis do curso, para:
o Perceber os conteúdos técnicos adquiridos ao longo da formação/curso;
o Perceber o background dos alunos e a sua evolução;
o Perceber os critérios de avaliação exigidos;
- Prévia, com a equipa de trabalho. para:
o Definir tarefas a atribuir aos estagiários (mesmo que já executas anteriormente)
o Elaborar um gronograma das tarefas a executar;
o Definir os técnicos a acompanhar a várias tarefas;
- Apresentação, com o(s) estagiários, professor e técnicos responsáveis pelo acompanhamento, para:
o Apresentar a equipa;
o Apresentar o plano de tarefas/atividades a desempenhar;
o Apresentar as expetativas de todos os intervenientes, em termos de competências e atitudes a demonstrar ao longo do estágio;
(objetivo: transmitir aos estagiários uma mensagem única, de modos a evitar erros de comunicação quanto às expetativas de todos os intervenientes)
- Intermédia(s), com o(s) estagiários, professor e técnicos responsáveis pelo acompanhamento, para:
o Fazer um balanço;
o Reajustar tarefas, posturas, atitudes e expetativas;
-Final, com o(s) estagiários, professor e técnicos da DJUD responsáveis pelo acompanhamento, para:
o Realizar a avaliação do período de estágio.

Spoiler Alert

17.5.12

Palavras #254 a 256

hierofania - (hiero- + -fania) s. f. [Religião] Aparição ou revelação do sagrado.
astrapofobia - (grego astrapê, -ês, relâmpago + fobia). s. f. Medo patológico de relâmpagos, raios e outros fenómenos atmosféricos. = ASTROFOBIA
inconsútil - (latim inconsutilis, -e) adj. 1. Feito sem costura. ≠ CONSÚTIL 2. De uma só peça.

Onde está o Wally-E?

16.5.12

Mafalda, Quino

Palavras #251 a 253

atinente - adj. 2 g. Relativo, tocante, concernente.

morrão - s. m. 1. Pedaço de corda que se acendia numa extremidade para comunicar fogo às antigas peças de artilharia. 2. Extremidade carbonizada de torcida ou mecha. 3. [Portugal: Beira] Espécie de pulgão que ataca as árvores. 4. Grão que apodrece na espiga antes de amadurecer. 5. [Portugal: Douro] [Viticultura] Casta de videira.
azémola - s. f. 1. Besta de carga. 2. [Figurado] Cavalgadura velha e estropiada. 3. Pessoa estúpida.

14.5.12


Mafalda, Quino


Lado sombrio


Thomas Rucker
Não sei se tenho um lado negro, mas tenho com certeza um lado sombrio, onde se misturam, de tempos a tempos, todos os meus fantasmas, medos frustrações. Uma lado sombrio que me faz agir racionalmente à mercê de emoções menos nobres, onde procuro infligir a dor das minhas frustrações, onde caminho no fio da navalha entre o bem e o mal e jogo ainda mais à roleta russa com o meu futuro.

Quando estou sob o efeito do lado sombrio preciso ausentar-me de mim própria. Criar uma distância entre a minha mente instável e o meu corpo apenas humano, fechar os olhos e esquecer todas as minhas circunstâncias. Mas quem o consegue fazer? No ritmo imposto pelo quotidiano, quando conseguimos fugir de nós próprios, até sair da zona de sombra?

Permanecemos tempo de mais encurralados por todos os constrangimentos que criamos e aceitamos para as nossas vidas e depois não há fuga possível. E a sombra aumenta e torna-se mais escura e confunde-se com a noite mais cerrada de um qualquer eclipse lunar total. E a sombra transforma-nos, torna-nos intoleráveis à luz. A sombra tem esta característica, estende-se subtilmente até já não restar pontos de luz que indiquem o caminho.

13.5.12

Às vezes roubo canetas, de preferência pretas de ponta fina. Gosto particularmente de escrever a preto, embora o azul não tenha qualquer inconveniente. E há mesmo dias em que necessito escrever com canetas de gel colorido do chinês.

12.5.12

Fábrica da pólvora

Há já bastante tempo que não visitava a Fábrica da Pólvora, em Barcarena, e por isso desconhecia o seu museu. Não é um espaço muito grande, mas a sua disposição e aproveitamento são bem conseguidos. A visita é iniciada com o visionamento de um filme que faz o enquadramento do espaço, apresenta a sua Evolução histórica e contextualiza o Espaço circundante. o espaço museológico apresenta vários Equipamentos, maquetes e painéis de contextualização histórica. Está ainda disponível ao público uma Edição trimestral, em formato A4, relativa a uma peça existente no espaço ou situação aludida.

11.5.12

Anno Domini 1348, Sérgio Luís de Carvalho


Esta foi a minha primeira incursão pela obra deste autor nacional e à qual não teria chegado senão fosse pela sua inclusão na lista de leituras do Clube de Leitura do Museu Ferreira de Castro.
Não sou muito dedicada à leitura de romance histórico e o facto do enredo se situar em Sintra, talvez devido à proximidade, não tornava, à partida, esta leitura muito aliciante. O fato de ter vencido o prémio Ferreira de Castro, atribuído pelo município, também não. Mas, felizmente, enganei-me redondamente.
Esta obra tem a sua construção ficcional baseada na hipotética vida do real João Lourenço, tabelião que exerceu a sua profissão na vila durante a época retratada. Essa construção ficcional transporta-nos para diferentes modos de vida, a organização social existente, a vivência da vila (ora longe, ora perto de Lisboa), os percursos concelhios (Colares, Várzea, Vila, Judiaria – que desconhecia existir), o mester de tabelião, a cosmovisão existente (deus, guerra e peste). Como recursos estilísticos, utiliza a alegoria (bestiário) e procura reproduzir a terminologia e sintaxe da época.
Recomendo esta interessante surpresa.

Quem somos nós?

Quino

10.5.12

Leituras na Juventude

Passadas 3 sessões do clube de leitura Leituras na Juventude, na Casa da Juventude, na Tapada das Mercês, creio que se impõe fazer um balanço.

Em termos de divulgação, o boca a boca ou o “traz um amigo” parece-me a estrategia mais eficaz. O que não significa um total de participantes numeroso. Então, resta ponderar novas formas de divulgação. Quais? Facebook, cartazes, flyers, outras?

Quanto às propostas, embora não tivesse essa percepção à partida, as primeiras três apresentam uma linha orientadora: a presença/ausência da família como elemento de (des)funcionalidade e Formação do individuo.

9.5.12

Capitães da Areia, Jorge Amado


Esta é a minha segunda incursão (O Pais do Carnaval) na obra do autor que celebrizou a Bahia de Todos os Santos.
Estes Capitães da Areia retrata a vida de um grupo de rapazes de rua que se dedica a vários esquemas para garantir a sobrevivência. Pedro Bala, Sem Perna, Pirulito, Gato, João Grande fazem parte de uma galeria de personagens que nos trazem outras reminiscência, como Os Putos, por Carlos do Carmo, e a ópera do Malandro, de Chico Buarque.
Esta é uma obra de crítica social às instituições que deveriam zelar pelo bem estar do seu público –alvo, nomeadamente os reformatórios, a igreja (na sua não caridade), e o jornalismo, como forma de desvendar situações e abusos. E nesta crítica impõe-se a questão: como criar indivíduos sem lhes proporcionar as condições mínimas, não só físicas, mas, sobretudo, emocionais de amor, carinho, amparo e aceitação. Se a sociedade não é capaz de prover as necessidades básicas das suas crianças e jovens, então é responsável e tem as crianças e jovens que merece e em que investe.
Em termos de estrutura, a obra é iniciada e finalizada por peças jornalísticas, cheias de ironia, que contextualizam os acontecimentos e que transmitem a percepção geral do público, induzida por quem considera ser especializada ou avalizados nos temas. É uma vez mais a utilização da realidade como estratégia de validação da ficção.

8.5.12

Dados Técnicos de Andreia

Autor: Susana Ferreira
Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 48
Data de publicação: Maio de 2012
Género: Romance
Preço: 10,00 €
ISBN: 978-989-6975-09-8


Sinopse: São os momentos mágicos da vida que fazem como que esta ganhe um novo brilho. Andreia é o percorrer de um caminho repleto de momentos com novidade, fantasia e paixão. É um começar de novos passos de uma vida em Lisboa, que nos leva bem mais longe do que a vista alcança e mais alto do que as suas colinas.

A autora: Nasceu em Lisboa, a 10 de Julho de 1978. É formada em Educação de Infância. A sua ligação à literatura faz-se, além do seu gosto pela leitura, através das várias experiências formativas que teve, nomeadamente em cursos na área artísitca.
Estreia-se pela primeira vez como escritora com a obra: Andreia.

6.5.12

PEP – Plano Estratégico Pessoal


Há pouco mais de dois anos, através da Li@, fiquei a conhecer e aderi ao desafio 101 em 1001, ou seja, estabelecer e concretizar 101 objetivos em 1001 dias. Estes 1001 dias findam a 9 de Janeiro do próximo ano e, se de início não fui capaz de definir a totalidade dos 101 objetivos, neste momento eles rondam os 140. realizados, estão apenas cerca de 15%. Não é uma boa taxa de concretização, mas para mim serviu sobretudo para me desafiar a estabelecer metas, que foram, na sua maioria, estabelecidas aleatoriamente.

Já o ano passado, no âmbito da FdF que frequentei, realizei um exercício no qual tinha de perspetivar a minha vida daqui a 1, 3 e 10 anos de distância. Isso deu-me uma perspetiva de futuro que nunca tinha tido até ao momento.

Atualmente, ao fazer um balanço do 101 em 1001, e num momento em que me preparo para novos desafios profissionais, e não só, percebo mais claramente quais são os meus objetivos estratégicos a médio prazo. De um modo mais superficial, permitirão uma maior organização do 102 em 1002 (só para dar a noção de evolução na continuidade). Mas de um modo mais profundo, ajudar-me-á a, passo a passo, concretizar alguns dos meus sonhos, cuja coragem para arriscar me tem faltado.

Assim, o meu PEP assenta em cinco eixos, dentro dos quais procurarei concretizar diversos objetivos, que são:

- afectivo;
- desenvolvimento pessoal;
- desenvolvimento de competências e conhecimentos nas áreas cultural, patrimonial e editorial;
- desenvolvimento de competências e conhecimentos profissionais;
- desenvolvimento de competências e conhecimentos escotistas.

Mafalda, Quino

5.5.12

Análise SWOT à minha vida


Com o objetivo de delinear um plano estratégico para os próximos três nãos da minha vida, comecei, primeiro, por tentar realizar uma análise SWOT. Não é um processo fácil, e, na verdade, as conclusões parecem-me básicas. No entanto, como nunca o tinha feito pensado em mim, foi um exercício plenamente válido:

Forças:
Capacidade de análise, ponderação, mediação e previsão;
Gosto e disponibilidade para novas aprendizagens

Fraquezas:
Insegurança

Oportunidades:
Aproximação ao mercado editorial;
Desenvolvimento de novas capacidades de planificação, gestão de recursos (físicos e humanos)

Ameaças:
Reestruturação autárquica;
Condicionamentos financeiros.
A Espera, Pedro Balboni

4.5.12

Sabe o que o crowdfunding?

O Crowdfunding, ou financiamento cooperativo, é a multidão (crowd) – dezenas, centenas ou mesmo milhares de pessoas – que apoia (funding) com pequenos valores monetários um projeto e um empreendedor nos quais acreditam. Este financiamento coletivo é a obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa.
Através do investimento individual de pequenos montantes, os autores de um projeto poderão financia-lo, dando assim corpo a, por exemplo, um bem cultural, uma melhoria local, ou criar o seu posto de trabalho. Com a obtenção do financiamento necessário e a realização de cada projeto, os investidores individuais serão compensados com, por exemplo, um exemplar do bem produzidos, sessões de formação, entre outros.
Em Portugal, existem duas plataformas que apoiam este tipo de projetos, são elas a ppl.com.pt e a massivemov. para mais informações, consultem os respetivos sites.

3.5.12

Chalet da Condessa d’Edla


Este é mais um exemplo da recuperação do património sob a tutela da Parques d eSintra Monte da Lua. Situado no Parque do Palácio da Pena, este chalet assemelha-se a uma casa de bonecas, quer pela dimensão, quer pela decoração cenográfica.
Erigido entre 1864 e 1869, pertenceu à segunda mulher do Rei D. Fernando II, sendo uma habitação de recreio e seguindo os modelos dos chalets alpinos. Dos seus vários elementos singulares, destaco a sala das heras, o quarto das rendas e a decoração do reboco exterior a imitar madeira. É de salientar igualmente a paisagem envolvente, nomeadamente as Pedras do Chalet e o jardim das camélias.

2.5.12

Sobre a apresentação de Andreia


Após a revisão do texto de Andreia, veio o inesperado convite da Susana, amiga de longa data, para fazer a apresentação do mesmo. Como devem calcular, o convite deixou-me simultaneamente apreensiva e feliz. Apreensiva porque nunca o fiz, e feliz porque é sempre lisonjeador receber um convite deste género.
Como nunca fiz uma apresentação de um livro, e, apesar de já ter assistido a duas ou três, não tenho o hábito e uma noção exata do seu processamento. Assim, em conjunto com a Susana, também a partir da sua experiência, elaborámos um esquema orientador:
  1. Editora: Agradecimentos;
  2. autora: agradecimentos e apresentação do apresentador;
  3. apresentador: agradecimentos;
    1. vida e obra do autor;
    2. frase síntese do livro;
    3. história do livro;
      1. recepção do livro;
      2. experiência de leitura;
      3. eventual identificação do autor com as suas personagens;
  4. período de perguntas ao autor;
  5. finalização.
Esta será a nossa linha orientadora, o que não significa que dia 16 de Junho a apresentação se proceda exatamente nesta sequência. Seja qual for, colocarei aqui a versão final da minha apresentação. Até lá, serão bem vindos quaisquer contribuições e sugestões.
Mafalda, Quino

1.5.12

Sobre o lançamento de Andreia


A apresentação do livro Andreia, de Susana Ferreira, já tem data: 16 de Junho. E para acompanhar o seu processo de lançamento e divulgação existe igualmente o blog http://livro_andreia.blogs.sapo.pt/ , também da autoria da Susana. Visitem.

Em maio, um cartoon por dia

Visto no De Rerum Natura