Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
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31.10.07

Workshop Semântico #8

Exercício 1

O are em redor daquela súcia tresandava a araca condimentada de cinamomo.

Exercício 2

Ela sentia-se mais do que perdida naquelas ruas imundas. Sentia-se desorientada e desamparada. Nada em seu redor lhe era familiar. Nem os edifícios degradados. Nem a súcia que a marcava com um olhar zombeteiro. Nem os cheiros nauseabundos de uma qualquer araca pestilenta. Um cheiro que a momentos se tornava adocicado e enjoativo e que por fugazes segundos lhe pareciam recordar o aroma do cinamomo.

30.10.07

Scientific discovery

Scientists have finally discovered what's wrong with the male brain:
On the left side, there is nothing right, and on the right side, there is nothing left !!!

29.10.07

Your Hidden Talent

You are both very knowledgeable and creative.

You tend to be full of new ideas and potential - big potential.

Ideas like yours could change the world, if you build them.

As long as you don't stop working on your dreams, you'll get there.

28.10.07

Palavras #38 a 40

araca - do Ár. arak, (attamr) suor de tâmaras. s. f., bebida alcoólica que se obtém pela fermentação do suco de palmeira, de arroz, etc. ; Bot., planta leguminosa, também conhecida por chícaro-miúdo.

cinamomo - do Lat. cinnamomu < kinnámomon, caneleira. s. m., género das lauráceas, a que pertencem a caneleira e a canforeira; Miner., nome de um mineral da família das granadas; ant., certo perfume usado pelos antigos.

súcia - de súcio. s. f., reunião de pessoas de má índole ou fama; malta; prov., patuscada.

27.10.07

I’ve noticed that love is as ephemeral as seasons.

It grows, it flourishes, it perishes.

Within a season.

Maybe two or three.

But it inevitably ceases.

But I don’t want a season’s love.

Not me.

For I am a woman for all seasons.

25.10.07

Todos nós procuramos uma sensação de lar, cuja definição mais próxima e mais simples é talvez a do sentimento de pertença e bem querença. Mais do que um porto seguro para tempos de intempérie, é uma escola que nos prepara e nos lança na vida e a que sabe bem retornar. O lar impele-nos a seguir em frente e rejubila no regresso, oferecendo o reconforto no momento certo.

24.10.07

Skirts Ahoy!

Em noites di insónia por vezes recorre-se à televisão para o tempo passar mais rápido ou para que o sono venha mais depressa. Então, esta noite passei pelo TCM e fiquei a ver este Skirts Ahoy!
Protagonizado por Esther Williams, tem como cenário o serviço voluntário feminino da marinha norte-americana na década de quarenta. Desprovido de qualquer realismo, é um musical que acompanha três mulheres e os seus problemas com os homens. Lá pelo meio vemo-las dentro de uma piscina e é a única água que vemos. Temos ainda direito a duas ou três coreografias aquáticas por Esther Williams que ficam aquém da beleza e espectaculariedade de outros filmes em que vemos a sua técnica de natação sincronizada bem melhor aproveitada.

23.10.07

Hope Springs

Um dos géneros cinematográficos aparentemente mais fáceis é o da comédia romântica. No entanto, esta vive de um equilíbrio difícil de atingir.
Este Hope Springs não é um produto final bem sucedido. A mistura dos vários ingredientes é deficiente e assenta numa fórmula sem quaisquer rasgos de originalidade. Há alguns momentos engraçados, mas não se consegue nunca alcançar uma gargalhada bem dada. A história de amor também sofre de demasiados clichés.
Vale a pena por Colin Firth.

22.10.07

Mundanices

A minha alma está um ouço mais parva do que é habitual. No espaço de apenas uma semana e picos, o Gmail aumentou a sua capacidade em cerca de um giga e meio. Passei dos habituais 90 e tal porcento de ocupação, para uns singelos 60.

21.10.07

Miss Sarajevo

Existe um tempo para manter a distância
Um tempo para desviar o olhar
Existe um tempo para baixar a cabeça
Para
avançar com a rotina

Existe um tempo para base e batom
Um tempo para encaracolar o cabelo
Existe um tempo para fazer compras na avenida
Para encontrar o vestido certo

Aí vem ela
As cabeças viram-se
Aí vem ela
Buscar a sua coroa

Existe um tempo para procurar abrigo
Um tempo para beijar e falar
Existe um tempo para cores diferentes
Nomes diferentes e difíceis de pronunciar

Existe um tempo para a primeira comunhão
Um tempo para ouvir East 17
Existe um tempo para virar para Meca
Existe tempo para ser uma rainha de beleza

Aí vem ela
Bela na sua coroa
Aí vem ela
Surreal na sua coroa

Dizes que o rio
Encontra o caminho para o mar
E como o rio
Encontrar-me-ás
Para lá das fronteiras
E das terras secas
Dizes que como um rio
Como um rio
O amor virá
O amor
E já não sei rezar
E já não sei como encontrar esperança no amor
E já não sei esperar por esse amor

existe um tempo para fazer laçinhos
Um tempo para árvores de Natal
Existe um tempo para por mesas
E a noite está fria

20.10.07

Eu não tenho amor que chegue. Nem para todos. Nem para alguns. Nem apenas para mim. Não me basto.

19.10.07

17.10.07

Às vezes quem parte sabe antes o que é melhor para quem fica

Quando disseste para não partir, sabia melhor do que tu que estavas a mentir. Na verdade não estavas. Estavas apenas a enganar a ti próprio. Por isso não fiquei.

Parti. Só assim, o que quer que tivemos pode ser verdadeiro. Só assim terá sentido: transformando-o numa boa recordação.

Querias mesmo transformar-nos numa discussão constante marcada por acusações dilacerante e dores massacrantes?

Um de nós tinha de ter a lucidez necessária para acabar antes da destruição total.

Parti. Preservei o que vai perdurar-nos: a nossa memória. Fica quase imaculada. Assim como um ponto algo baço, mas que o tempo vai aclarear e definir.

Reservei-nos.

16.10.07

Workshop Semântico #7

Exercício 1
Um dos aspectos mais importantes da polemologia é a capacidade de perorar e tornar os ânimos ígneos.
Exercício 2
O general, empunhando o ígneo estandarte do seu exército, empenhou todo o seu saber em polemologia e perorou aos seus homens a total dedicação ao combate decisivo que daí a pouco teria lugar.

15.10.07

What Your Hands Say About You

You are logical, analytical, and rational. You have good verbal skills.

Bold and daring, you're not afraid to change your life if you think it needs an overhaul.

Practical and down to earth, you're a doer not a dreamer. You rather get something done than think about it all day.

Your emotions tend to be nervous and potent. Your energy - both positive and negative - deeply impacts your life.

14.10.07

Palavras # 35 a 37

ígneo - do Lat. Igneu, adj., de fogo; da natureza e cor de fogo; que é produzido pela acção do fogo.

polemologia -s. f., ciência da guerra, em geral.

perorar - do Lat. Perorare, v. int., terminar um discurso; exprimir-se oratoriamente com pompa ou com ênfase; discursar afectadamente; pedir com insistência.

12.10.07

exercício de desconstrução

“… a memória e os equívocos que resultam da sua fragilidade” JEA

Equívoco: acto induzido por uma interpretação de uma informação incompleta ou descontextualizada.

Memória: acção psicológica através da qual se reconstroem experiências do passado do indivíduo, sejam estas de carácter sensorial ou afectivo.

Fragilidade: qualidade daquilo que é frágil; deficiência ou debilidade de um objecto ou individuo que impliquem um manuseamento ou tratamento mais cuidadoso.


Conclusão

A memória, enquanto acto de reconstrução e não de reprodução fiel de acontecimentos passados, pode induzir o indivíduo a interpretações erróneas desse mesmo passado. Dai que a memória do indivíduo seja altamente frágil, pois apresenta debilidade passíveis de serem contestadas.

11.10.07

Imagens de Marca


Um dos programas que mais me apraz ver nas televisões nacionais é o Imagens de Marca da Sic Notícias. Primeiro, porque divulga vários exemplos de empresas nacionais de sucesso desconhecidas do grande público. Depois, pela apresentação de making ofs de anúncios e a explicação dos conceitos que os norteiam, descodificando assim ideias e códigos visuais.


10.10.07

Coordenar equipas de trabalho

Coordenar qualquer equipa de trabalho não é fácil. Definir objectivos e estratégias, atribuir tarefas, calendarizar etapas, toda esta conjugação é complexa. E depois há ainda a tarefa mais complexa de todas: gerir pessoas.

E isto em ambiente de trabalho.

Em ambiente de associativismo, a situação torna-se ainda mais complexa. Primeiro, porque há outras prioridades legítimas na vida dos envolvidos, como trabalho e família. Segundo, porque o velho ditado de quem corre por gosto não cansa, não é 100% verdade, temos é talvez mais ânimo para continuar. Terceiro, porque às vezes estamos tão envolvidos nas exigências da nossa vida que nos esquecemos que as outras pessoas também têm as suas e nem sempre se tem isso em consideração. Quarto, porque por tudo isto é sempre necessário ter a noção de que ou remamos todos para o mesmo lado a mais ou menos a mesma velocidade, ou não se chega a bom porto. Porque não adianta uns darem o litro, quando os outros apenas vêem e esperam. É que chega sempre o dia em que o cansaço vence e se decide empenhar o esforço noutros projectos ou tarefas igualmente dignos.

9.10.07


Quando amanhece
E a luz na sua preguiça se estende lentamente sobre as coisas e as pessoas
Os olhos vagarosamente cedem ao encanto da claridade
Abrem-se ao mundo
A um novo começar
E como da primeira vez
Observam maravilhados o vigoroso despertar do fulgor do mundo em rotação
E o mundo gira ainda assim docemente, mas apenas durante mais alguns momentos
Em breve
Muito em breve mesmo
As rodas do mundo restabelecerão a sua velocidade própria para a qual não haverá paragens nem abrandamentos
Não, não até que o sol se ponha de novo e aí
Aí a lentidão e o vagor ganham outra vez o seu ritmo de contemplação e repouso
Outra vez
Mas até lá
Até lá há todo um buliço do dia que corre sem, sem parar
Sem pausas, sem intervalos, sem interrupções, sem quebras
Há todo um caminho, há todo um percurso
Só logo, mais logo
Regressará a calma
E a sua dolência
Só logo, mais logo
Repousaremos de novo
E os olhos semicerrarão 
Como agora
Adelaide Bernardo

8.10.07

Alice & Martin

Alice e Martin é uma história de amor com uma possibilidade de final feliz, mas com um tortuoso caminho a percorrer. Martin é um jovem tímido e reservado que se apaixona por Alice e cuja relação se inicia meio atabalhoadamente. Mas quando tudo parece estar bem, uma revelação de Alice faz emergir em Martin os traumas do seu passado que quase o levam à demência. Para o curar, Alice procura descobrir esse passado e com isso a aceitação e o perdão para as acções de Martin.

7.10.07

Nessum Dorma

há anos que conheço esta música, mas desconhecia o seu significado.

O príncipe desconhecido (Calàf)

Que ninguém durma!
Que ninguém durma!
Você também, ó Princesa
Em seu quarto frio, olhe as estrelas
Tremendo de amor e de esperança
Mas meu segredo permanece guardado dentro de mim
O meu nome ninguém saberá
Não, não, só o direi na sua boca
Quando a luz brilhar
E o meu beijo quebrará
O silêncio que te faz minha
Coro feminino
O seu nome ninguém saberá
E nós teremos, oh!, que morrer, morrer
O príncipe desconhecido (Calàf)
Parta, oh noite
Esvaneçam, estrelas
Ao amanhecer eu vencerei!
Vencerei! Vencerei!


Nessun Dorma
é uma ária do último acto da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. A ária refere a proclamação da princesa Turandot, determinando que ninguém deve dormir: todos passarão a noite tentando descobrir o nome do príncipe desconhecido, Calàf, que aceitou o desafio. Caláf canta, certo de que o esforço deles será em vão.

6.10.07

Cuidados paliativos

Comemora-se hoje o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Estes têm como objctivo minorar a dor e melhorar a qualidade de vida de doentes terminais. É uma área de trabalho meritória, porque reúne profissionais muito competentes w, principalmente, porque se destina a pessoas que mais não querem do que morrer com a dignidade possível.

Infelizmente, pude já ver como funciona uma destas unidades, pois a minha mãe chegou a ser internada numa. Qualquer pessoa daquela equipa foi atenciosa, carinhosa e paciente com os doentes e também connosco, a família, que nos sentimos na maioria das vezes à deriva numa situação destas.

Sendo um período de sentimentos muito contraditórios, lidar com as necessidades especificas de quem está a partir e gerir esses sentimentos é bastante difícil. Por isso, todo e qualquer desenvolvimento no aumento do número e capacidade destas unidades tem o meu inequívoco apoio e encorajamento.

5.10.07

pegada ecológica

Categoria

HECTARES GLOBAIS

Alimentação

1.6

Mobilidade e transportes

0.4

Habitação

0.8

Bens de consumo e serviços

1.3

Valor total da pegada

4.1

Como termo de comparação, a pegada ecológica média no seu país é 4.5 hectares globais por pessoa.
Mundialmente, existem 1.8 hectares globais de área biologicamente produtiva por pessoa.
Se todos tivéssemos uma pegada ecológica semelhante à sua, iríamos precisar de 2.3 planetas terra.

Nota: O cálculo da Pegada Ecológica passa por somar as várias parcelas de terreno produtivo (terra e mar) necessárias para produzir os recursos utilizados e assimilar os resíduos produzidos por uma dada unidade de população. Por comparar a utilização dos recursos naturais com a capacidade da Natureza em os fornecer, a Pegada Ecológica serve como indicador de sustentabilidade - ou insustentabilidade, no caso de haver défice ecológico.

4.10.07

consumerismo

Trata-se do acto de consumir com base em atitude informada, consciente, criteriosa, e crítica. É o consumo ético. O consumidor tem conhecimento dos canais de produção, transformação, distribuição e consumo. Tudo isto é mediado com uma posição moral do ponto de vista social, económico e assente na solidariedade e no respeito.

3.10.07

Workshop alfabético

Marcolino Mercúrio é um mercador de melancias, maças, morangos e mais mercearia.

Em Portimão de Portugal, Paulino Paupério pinta paredes e postigos de portas de preto.

Queria que na quitanda de Carlos Quitério houvesse kiwis e outros quitudes.

Dália Dolores dedilhava com os dengosos dedos as deliciosas …

Na tendinha de telha vã, Teodoro Torquato tem uma tendinite no tendão e também tendência para a tensão alta.

2.10.07

Workshop Semântico #6

Exercício 1

O corpo foi embrulhado num panal e deposto sem cuidado num féretro fruste.

Exercício 2

Sentia-se sujo. Não era para mais. Habituado que o seu corpo estava a sentir o toque suave de sedas e veludos, ver-se agora trajado de modo tão andrajoso com um mísero panal de qualidade mais que fruste era uma experiência degradante. E a sujidade exterior estendia-se já aos mais recônditos recantos do seu espírito e a cada passo que dava dentro daquele espaço limitado e esconso sentia-se também preso e sem movimento, como que encerrado em vida num féretro sem saída nem luz.

1.10.07

Compreender os meandros da Comunicação Social

Apesar de nem sempre o fazer, um dos programas que gosto de ver é o do Provedor da RTP. E este fim-de-semana tive também a oportunidade de ouvir o programa do provedor de uma rádio cujo nome esqueci. A existência cada vez maior desta figura do provedor e deste tipo de programas é bastante salutar. Primeiro, porque é um espaço de diálogo entre quem concebe e produz e quem recebe e consome. Segundo, porque deste diálogo advêm trocas de informação e interpretações que só pode ser benéfica para as questões abordadas. Terceiro, porque é para outros espectadores e ouvintes uma chamada de atenção e de consciencialização sobre os conteúdos e informações que lhes entram porta dentro.

É minha convicção, que reitero demasiadas vezes para o meu gosto, que a maioria das pessoas apenas vê programas, mas não sabe ver além deles. É o problema da iliteracia mediática, que começa sem dúvida na iliteracia literária.

Um dos grandes desafios presentes e futuros da sociedade é ensinar não só técnicas de compreensão escrita, um trabalho árduo e primordial, mas também de compreensão mediática. Há que ensinar certas técnicas de descodificação da informação veiculada pelos vários media. Há que ensinar como por vezes se manipula a informação, não exactamente para se transmitir mentiras, mas para de dourar ou denegrir certas pílulas.

Há que ensinar que o que vemos é apenas um lado de uma verdade que tem muitos outros ângulos. Esse é um desafio enorme. E, claro, o seu sucesso depende também da vontade de se querer ser ensinado.