Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
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30.11.08

As Memórias de olhar para cima I

Há ainda quem pense que as crianças não conseguem reter memórias da primeira infância. É mentira. Há memórias que ficam e que moldam a nossa personalidade para sempre.

Podem para os outros parecer apenas acontecimentos inócuos. Por vezes até nós não temos a consciência da sua importância no discorrer das nossas vidas. Mas o seu cunho é indelével.

Na minha infância há algumas dessas memórias: algumas mais cómicas, outras mais surreais, outras apenas tristes.

29.11.08

Diálogo (quase) amoroso

- já decidiste?
- Decidi o quê?
- Se vamos para a cama.
- Ainda agora chegamos.
- Sim, mas mesmo antes sabias que era uma carta na mesa no nosso encontro. Resta saber se o queres levar adiante.
- Isso é que é ser frontal.
- Nas palavras que trocámos, afirmaste que não gostavas de lamechices desnecessárias cujo único intuito eram levar-te para a cama.
- É verdade.
- Eu também não gosto de desperdiçar palavras.
- Dá-me mais um pouco. Acho que afinal não estou tão preparada como julgava.
- Mas admites que era essa a intenção?
- Não vale a pena negar. Somos os dois adultos o suficiente para saber que foi isso que nos trouxe aqui.
- Mas…
- Mas é mais fácil planear do que concretizar.
- Há sempre de ter em conta os imponderáveis, não é verdade?
- Sim, chamemos-lhe isso, imponderáveis.
- Podias achar que não havia química. Ou simplesmente descobrir que não é isto que queres.
- Tudo isso eram cartas em aberto.
- E já não são?
- Mais ou menos.
- Mais ou menos?
- Há uma parte de mim que quer avançar sem pensar. E há outra que não consegue relaxar e desligar.
- Então não há nada de errado comigo?
- Não. Pelo menos à primeira vista. Devo preocupar-me com algo?
- Acho que não. Não sou mais, nem menos do que as outras pessoas: um tanto teimoso, um tanto impaciente, um tanto chato, etc., mas acho que a minha ruindade se fica por aí.
- Menos mal.
- Não tens de decidi-lo agora, nem hoje.
- Acho que se não o fizer hoje, então não terei coragem para o fazer mais tarde.
- Não tens de o fazer nunca.
- Oh meu Deus. Talvez seja esse o problema.
- O problema?
- Já não o faço há tanto tempo que não me sinto preparada, mas também me parece que se deixar passar a oportunidade, vai demorar cada vez mais para que o volte a fazer.
- Há quanto tempo?
- Demasiado.
- Não acredito que não tenhas tido oportunidades.
- Algumas. Vontade física ou psicológica é que nem por isso. Surpreendi-te?
- Não, mas digamos que fiquei curioso.

28.11.08

A tua menstruação

Quando nos vestimos de vermelho acontece uma de duas coisas:
- sentimo-nos e parecemos sexys;
- alguém se lembra de um anúncio de pensos higiénicos em que a personagem diz: olá, sou a tua menstruação.

27.11.08

O pequeno-almoço


As minhas manhãs têm um ritual do qual não abdico: o pequeno-almoço. Tomo o tempo necessário para o fazer, porque depois de sair de casa o tempo corre e nunca é suficiente para tudo o que é necessário.

O meu pequeno-almoço passa impreterivelmente por um copo de 33 cl. leite simples à temperatura ambiente no Inverno e fresco no verão. Nada mais, nada menos.

Como alimento sólido, como diariamente uma sandes de marmelada com uma fatia de queijo flamengo. Compro o pão no dia anterior na padaria da rua ao final da tarde, aproveitando a última fornada do dia. O queijo é comprado ao sábado na quantidade necessária à restante semana e já fatiado. A marmelada não pode ser demasiado sólida. A sua consistência tem de ser suficientemente suave para que possa barrar o pão.

Corto o pão longitudinalmente e barro a parte inferior com a marmelada. De seguida coloco a fatia de queijo e completo com o restante pão.

Ingiro alternadamente uma dentada de sandes e um golo de leite. Aprecio sobremaneira o modo como a textura suavemente granulada e doce da marmelada se mistura com a lâmina de queijo.

Já experimentei outros pequenos-almoços, por ventura até mais saudáveis. Mas nenhum outro me dá nem o prazer simples, nem a calma deste.

23.11.08

Palavras #122 a 124

Ladino - do Lat. Latinu. adj., astuto; espertalhão, finório; manhoso; ant., puro; legítimo, lídimo; latino; s. m., rético (idioma).
Caporal - do Fr. Caporal. s. m., nome de um antigo posto militar, entre cabo e sargento; adj. 2 gén., qualidade de tabaco picado.
Ginete - do Ár. zanete < zanata. s. m., cavalo pequeno, de boa raça, fino, bem formado e ligeiro; ant., cavaleiro que pelejava com lança e adaga; gineto.

22.11.08

Tirar vidas

A primeira impressão que retiro deste filme é o seu genérico inicial recordar-me o de Seven, e que considero um dos melhores que já vi, o que podia ser indicativo de uma boa surpresa.
Tirar Vidas é um thriller policial situado em Montreal, Canadá, em que uma jovem profiler do FBI segue o rasto de um serial killer que se apropria da identidade das suas vitimas. É um filme interessante e a narrativa é escorreita, no entanto, não é surpreendente ou inovador.
Possui uma ambiência semelhante a O Coleccionador de Ossos, em que contracena com Denzel Washington. Aqui partilha a tela com Ethan Hawke, que mais tarde viria a ser nomeados aos Óscares juntamente com Denzel por Um Dia de Treino.

21.11.08

O Guardião


Há cerca de 15 anos, Kevin Costner era o homem do momento no panorama do cinema norte-americana, mercê de filmes como Danças com Lobos ou Os Intocáveis. nessas personagens encarnava o all american hero. Mas estes mandatos não são vitalícios e a sua duração é relativa.

Actualmente, Ashton Kutcher é presença assídua nas comédias românticas e goza de grande popularidade junto do público juvenil devido à sua participação em Punk’d da MTV.

Os dois representam um tipo semelhante: o homem sensível e de força e persistência (não exactamente de acção), ou seja, o herói romântico. Então a sensação que transparece é que este filme é uma passagem de testemunho geracional no que diz respeito a este tipo de herói.

20.11.08

Alma espartilhada

Se o apelido é o nome da alma, aquele que revela o nosso interior, então eu tenho a alma espartilhada. Isso explica as minhas inseguranças e dificuldades em tomar decisões, porque afinal, não sendo Adelaide, sou: lai, laidinha, larocas, del, dinai, adê, heidi. Ou seja, não sou uma única, mas sim oito pessoas, e não seria surpreendente que mais algumas se descobrissem, encerradas neste único corpo.

19.11.08

Trocámos olhares no jantar da Mara e os sorrisos da praxe. Nem fixámos nomes, apenas a impressão de que serias Pedro, nem sei porquê.

Dois dias depois cruzamo-nos no centro comercial. Eu a sair da intimissi e tu em direcção à saída. E porque não um café?

Descobrimos ser tu Luís e eu Rita, não Margarida. Valem as gargalhadas e a curiosidade em saber que outros nomes se trocaram. Mas não que fosse importante.

Despedimo-nos com um beijo na face e um até à próxima, temos de combinar qualquer coisa, depois telefono-te.

Que m***a, e os números de telefone?

18.11.08

O amor é cegueira

O amor é cegueira
Não quero ver
Envolverás a noite à minha volta?
Oh, meu coração
O amor é cegueira
Num carro estacionado
Numa rua apinhada
Vês o teu amor
Completar-se
O caminho a dissolver-se
O nó a desfazer-se
O amor é cegueira

O amor é mecânico
E de aço frio
Dedos demasiado dormentes para sentir
Apertar a maçaneta
Apagar a vela
O amor é cegueira

Uma pequena morte
Sem luto
Sem chamamento
E sem aviso
Amor, uma ideia perigosa
Que quase faz sentido

O amor afoga-se
Num poço profundo
Tantos segredos
E ninguém a quem contar
Leva o dinheiro
Querida
Cegueira
Love is blindness, u2

17.11.08

The bedroom diaries

The dress falls on the floor, followed by the lace underwear. There’s no kindness in movements, only a huge urge. Pants, shirts and slips are thrown carelessly by the bedroom. On the bed, whispers, breaths and sweat.

16.11.08

Calma amor, não há pressa de chegar.
Desfruta o ascender, que o topo há-de estar
No momento em que o grito da garganta se escapar.

Calma amor, deixa-te apenas levar
Que a cadência nos irá aportar
E o grito libertar.

Calma amor

15.11.08

Programas Museológicos e Arquitectura

Museu: “… capital cultural objectivado e fonte prestigiada e prestigiantes de incorporação simbólica.”
(João Teixeira Lopes, p.191)

O conceito de museu tem, nas últimas décadas, alargado a sua amplitude, incluindo novas funções lúdico-culturais, para além das tradicionais. Este alargamento potencia uma maior articulação com a cidade em que se insere e com o respectivo quotidiano social.

O museu tem uma influência incisiva no (re)desenho da cidade, pois é muitas vezes o elemento protagonista na requalificação urbana de um local. Este, seja um espaço reabilitado ou construído de raiz, tem um papel activo no respeitante a: requalificação de áreas degradas; redefinição dos limites da cidades; novas acessibilidades; renovada promoção mediática; e novas dinâmicas sociais.

Assim, o museu assume um papel de ícone de modernidade, oferecendo uma interpretação arquitectónica da cidade num determinado período temporal. Incorporando o museu esta ideia de representação espacio-temporal (zeitgeist), torna-se relevante observar como é que as entidades (o próprio museu e os municípios) fazem o aproveitamento dessa representação no seu discurso institucional. Ou seja, importa perceber qual o papel do museu nas estratégias de divulgação das instituições, bem como é realizada a mediatização da imagem do museu, enquanto conteúdo de fruição, e não enquanto contentor de outros conteúdos.

BARRANHA, Helena (2005), «Arquitectura de Museus e Iconografia Urbana: concretizar um programa, construir uma imagem», in SEMEDO, Alice e LOPES, J. Teixeira (coord.), Museus, Discursos e Representações, Porto: Edições Afrontamento, pp. 181-195.

14.11.08

Aprendi que a melhor coisa a fazer quando se pensa em adaptar um livro é comprar um livro ruim. Literatura de segunda. Aprendi isso fazendo justamente o contrário aqui.
Fernando Meirelles, in actual, Expresso #1881

13.11.08

- na próxima semana.
- Só?
- E é se quiseres.
- Mas não pode ser antes?
- Não é aconselhável.
- Então pode.
- Olha, poder, pode-se sempre. Mas senão é aconselhável, por alguma razão há-de ser. E por mais vontade que tenha de ser antes, não estou na disposição de ficar a saber o porquê.
- Ok ok, já cá não está quem falou.
- Ainda bem.
- Um semana… vai parecer uma eternidade.
- Eu sei. A ansiedade não é só tua, também é minha. Sim, e a minha impaciência não está a ajudar.
- Não muito.
- Vou tentar acalmar um bocado. Bem, já que é aconselhável não fazer nada, também não nos faz bem nenhum ficar aqui a olhar um para o outro e a ruminar no assunto. Vamos dar umas voltas e espairecer. Ganhamos mais com isso.
- Óptimo, vamos.
- Vamos.

12.11.08

Blindness


Da obra de Saramago, li apenas O Memorial do Convento, um livro extremamente interessante, quer na temática, quer na construção. Aliás, de Saramago retenho com curiosidade uma declaração numa entrevista na qual afirma que todos os seus livros têm como premissa o acontecimento de uma situação impossível. Logo, à excepção do que o título poderia suscitar, entrei na sala de cinema para ver este filme completamente alheia à sua temática.

Realizado por Fernando Meirelles, o filme tem dois fases narrativas, claramente desiguais em tratamento, pois na segunda transparece uma pressa, necessidade temporal de terminar o enredo num ending demasiado happy, tendo em conta toda a atmosfera criada.

É interessante observar o tratamento dado à cor branca, que ao contrário do que normalmente lhe associamos, transmite uma sensação de opressão.

As personagens são coerentes e, acima de tudo, percebesse o cuidado existente no casting, pois os actores integram-se perfeitamente na pele das personagens. Talvez apenas Mark Rufallo pareça demasiado jovem, mas Julianne Moore, que já nos habituou a interpretações de mulheres atormentadas, mas possuidoras de uma força interior que as impele a lutar contra marés, comprova uma vez mais a sua qualidade como actriz.

11.11.08

Pensar a leitura como processo de conhecimento exterior é paradoxal ao que realmente sucede, o conhecimento interior.
No entanto, a leitura origina este processo recíproco de conhecimento interno e externo. Não é possível conhecer o outro sem nos conhecermos, não é possível conhecermos-nos sem ter o outro como referência.
Chegar ao mais profundo é chegar mais longe. conhecer o interior é conhecer mais além. O ser humano é diferente entre si. Eu sou diferente nos vários papéis da minha vida e necessito de a cada momento desenvolver o seu desempenho. Na leitura, descubro possibilidades várias que me ajudam a desempenhá-los.

9.11.08

Palavras #119 a 121

Indeiscente - adj. 2 gén., Bot., diz-se do fruto que não abre na época da maturação.
Papa-figos - s. m., Ornit., pássaro dentirrostro; s. m. pl., cada uma das velas mais baixas de um navio.
Sicofanta - do Lat. sycophanta + Gr. Sykophántes. s. 2 gén., dizia-se, em Atenas, do denunciante de quem exportasse figos por contrabando; s. m., delator, velhaco e caluniador.

8.11.08

O Amor não tira férias


A época natalícia é pródiga em comédias românticas, porque afinal o amor não tira férias.

Desta feita, duas mulheres atravessam o atlântico em direcções opostas para curar males de amor durante as festas natalícias e acabam por encontrar um novo amor. E está tudo contado, porque não há surpresas (com excepção de Jack Black interpretar talvez o seu personagem menos escatológico), nem há gags extraordinários.

7.11.08

Palavras Mágicas / Bee Season

Após a interpretação em A Insustentável Leveza do Ser, Juliette Binoche começou a integrar produções transatlânticas uma frequência regular, algumas delas com resultados muito interessantes.

Infelizmente, não é o caso deste Palavras Mágicas, que apesar de algumas ideias interessantes, falha redondamente na construção do enredo. Assim, temos: uma pai, professor de teologia hebraica, que impõe a sua crença da família; uma mãe, mulher trabalhadora, que se revela cleptomaníaca; um filho adolescente à procura da sua identidade, que passa inclusive por uma crença diferente da familiar; uma filha, que no meio disto tudo consegue unir a família em torno da sua participação num concurso de soletração, muito ao jeito americano. Tudo isto registado num tom melodramático, que não consegue fazer jus às potencialidades dos temas abordados. É pena.

6.11.08

BBDE

A leitura é um acto solitário. Só nós o podemos fazer e para a sua eficácia não são toleradas intromissões. Mas o mais interessante da leitura é que ela não fica retida em nós. O natural e saudável é que encontre maneira de sair e chegar a outros. Só assim conseguimos aferir da sua relevância.
No entanto, nem sempre é fácil encontrar interlocutores com quem compartilhar a experiência da leitura. Nem sempre os amigos estão receptivos. Aí, a existência de alguns blogs e fóruns é um modo de extravasar esta experiência.
Mas como o ser humano é um animal social, há um prazer na partilha in loco que a torna aliciante e divertida. Daí, que usualmente na última sexta feira de cada mês um destes fóruns se reúne para uma bem disposta tertúlia. É o caso do BBDE – Bad Books Don’t Exist. Quem estiver interessado é só consultar o fórum, participar e depois juntar-se mensalmente à malta. São todos bem-vindos (de preferência com o banhinho tomado).

4.11.08

Se Deus enviar os seus anjos

Amor, não há mais ninguém aqui
Ninguém para culpar
Ninguém para apontar o dedo
Somos só tu e eu sob a chuva

ninguém te obrigou
Ninguém pôs palavras na tua boca
Ninguém aqui aceita ordens
Quando o amor segue de comboio para o sul

São os cegos liderando os alvos
É o tema, o tema das músicas country

Se deus enviar os seus anjos
E se deus enviar um sinal
E se deus enviar os seus anjos
Ficará tudo bem?

Querida, deus tem o telefone desligado
Achas mesmo que atenderia se pudesse?
Já passou algum tempos desde que vimos aquela criança
Às voltas pela vizinhança
Vês a mãe a traficar numa porta
E o Pai Natal com uma taça de esmolas
E os olhos da irmã de jesus são uma ferida
E a Estrada Alta nunca pareceu tão baixa

São os cegos a liderar os alvos
São os policias a ganhar os gatunos

Onde iremos?

Jesus nunca me abandonou
Sabes, costumava mostrar-me a contagem
Depois colocaram-no no entretenimento
Agora é difícil ficar à porta, anjo

É o tema, o tema das músicas country
Mas acho que é algo para continuar

Então onde estão a esperança e a fé
E o amor… é o que me costumas dizer
Pratica o amor… ilumina a tua árvore de natal
E no minuto seguinte queimas um fusível
E o canal de animação muda para as notícias

Se deus enviar os seus anjos
Bem que agora davam jeito
Bem, se deus enviar os seus anjos

E não tenho de saber como

E nem de saber porquê

E não quero uma promessa

E não quero uma mentira

Sabe apenas que preciso de ti

Esta noite

If God Will Send His Angels, U2

3.11.08

A Última Memória / The Final Cut


A memória e a sua construção são temas que me atraem, talvez porque desde cedo percebi que a memória não corresponde à realidade e intrigam-me os processos pelos quais se gera essa disparidade. Isto baseado na crença de que o interior da nossa mente seja à partida um dos poucos territórios da nossa vida sob o qual temos mais controlo. No entanto, a nossa mente é de uma fragilidade tal que facilmente se manipula a sua informação, seja pela mão de outros, seja pela nossa. Qualquer incursão neste meandro é capaz de revelar várias surpresas. O que nos coloca numa delicada posição, pois a nossa identidade é fortemente condicionada pela nossa memória.

Esta temática tem sido abordada em vários filmes como: Memento, Pago para Esquecer, Minority Report, entre outros. Estes abordam sobretudo o modo como a memória pessoal, ao ser manipulada, afecta a nossa personalidade e identidade. Neste The Final Cut, a perspectiva é diferente, pois as memórias individuais são manipuladas após a morte, com o intuito de que perdure nos outros uma memória do indivíduo à medida das expectativas que os outros têm dele.

Situado num futuro relativamente próximo, seguimos um Editor de Memórias (captadas graças a um implante cerebral que regista toda a vida do individuo), que no decorrer do seu trabalho se depara com alguém do seu passado e simultaneamente se vê envolvido numa luta pela liberdade de expressão individual por parte de activistas, o que o obriga a um confronto com o seu passado e a uma reavaliação das sua crenças.

2.11.08

Sabedorias

De todos os estados de espírito humanos, talvez a inacessibilidade deliberada

seja o mais rapidamente comunicável –

de todos pode assinalar maior êxito, maior fatalidade.

Eudora Welty


1.11.08

o neto que não chegaste a conhecer faz hoje cinco anos. É esperto como todas as crianças, talvez demasiado mimado. Pode ser um anjo, mas também sabe ser um diabinho sorrateiro. Lamento que não tenhas tido esta alegria que em vida tanto querias. Espero que o possas velar, por ti e por ele.