Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
Mais informações: www.cm-sintra.pt

30.10.08

TAC

Agualva-Cacém está perante um novo desafio: a constituição de um novo grupo de teatro amador na cidade. Partindo da iniciativa de antigos membros dos Jotas e contando com a colaboração das várias juntas da cidade e com o contributo de outros elementos, este projecto propõem-se a colmatar uma lacuna na oferta de actividades culturais da cidade, quer em termos de fruição, quer em termos da participação activa. Feito de e para os nossos cidadãos, o projecto conta com a colaboração de todos os interessados, pois é necessário de actores e actrizes para representação da peça TV Você, que pretende ser uma crítica à actual sociedade que se rege por esse pequeno aparelho que é a televisão. No entanto, quem quiser participar sem ser na área da representação, será igualmente bem-vindo.

Grupo de Teatro amador da cidade de Agualva-Cacém
e-mail: grupoteatroagualvacacem@gmail.com
Blog: http://fazerteatroemagualvacacem.blogspot.com/

Ensaios: todas as quintas-feiras, 21 h
Local: Auditório Municipal António Silva

Peça: TV Você

29.10.08

workshop semântico #32

Índia – um guia
(excertos)
Com 683.800.000 de habitantes, a Índia apresenta a segunda maior população do mundo, a seguir à china. Esta dimensão abarca uma grande diversidade étnica e religiosa, originada por sucessivas invasões que assolaram o país ao longo da sua longa história. Entre as várias etnias encontram-se: arianos, drádivas, mongolóides e negritos.
O país possui dois idiomas oficiais: hindi e inglês. Mas são igualmente falados: telegu, tamil, bihari, marathi, bengali, gujarati e rajasthani, entre outros.
Em termos religiosos, as maiores crenças professadas são a hinduísta e a muçulmana. Existem no entanto seguidores de outras crenças, sobretudo de pendor panteísta.
A primeira religião conhecida neste território é o vedismo, que, no segundo milénio, evoluiu e originou o bramaismo e, posteriormente, cerca de 800 a.C., deu por sua vez origem ao hinduísmo. No século VI a.C., for a fundados o budismo e o janaismo, que se desenvolveram sobretudo dentro e for a da Índia, respectivamente.
A partir do século X, chegaram à índia os parsis, seguidores do zoroastrismo. Nessa mesma altura, iniciou-se a penetração do islamismo no território. A posterior convivência entre hinduísmo e islamismo originou a religião sincrética dos siks, em finais do século XV.
No século XVI, com os descobrimentos introduziu-se o cristianismo e posteriormente o luteranismo e o anglicanismo.

27.10.08

workshop semântico #31

Um Guia para Angola

(excerto)

O sul semi-árido do país é caracterizados por temperaturas baixas na estação seca e elevadas na estação das chuvas, que chegam aos 1000 mm.

A flora e a fauna são variadas e bem adaptadas às variações climáticas. (…) merece destaque, entre outros, o caxexe, pássaro que abunda sobretudo na região indígena dos cuanhama. Esta ave alimenta-se sobretudo de pequenos insectos, como escaravelhos, gafanhotos e a autóctone salele.

26.10.08

Palavras #116 a 118

Cistoscopia - do Gr. kýstis, bexiga + skop, r. de skopein, ver; s. f., observação médica da bexiga.

Basal - adj. 2 gén., que se encontra ou se desenvolve na base de um órgão.

Cinocéfalos - do Lat. cynócephalu < kynoképhalos, cabeça de cão. s. m., género de macacos cuja cabeça é semelhante à do cão; adj., que tem cabeça de cão.

25.10.08

A Escola do Rock


Feito à medida da comicidade do seu protagonista, o actor Jack Black, este filme relata as desventuras de um músico falhado que encontra no ensino a sua vocação de vida. Divertido q.b., adequa-se perfeitamente às tardes de fim de semana.

24.10.08

Nono Andar, Nuno Rodrigues

Uma lágrima a cair
de um nono andar
uma ruiva na janela a chorar
outra lágrima a cair
do mesmo andar
e o resto não se sabe
e o resto não se diz
e o polícia a correr
atrás de um ladrão
cai a trela
cai o dono
foge o cão
o vendedor de jornais
vai subindo a rua
a gritar
o amor quando acontece
nunca é de mais
não se esquece
nunca mais
uma lágrima a cair
de um nono andar
uma ruiva na janela a chorar
outra lágrima a cair
do mesmo andar
e o resto não se sabe
e o resto não se diz
e o polícia a correr
atrás de um ladrão
cai a trela
cai o dono
foge o cão
o amor quando acontece
nunca é de mais
não se esquece
nunca mais

23.10.08

O frio gela as costas e encarquilha o espírito. Apetece apenas cerrar os olhos e hibernar debaixo de quentes cobertores e voltar a acordar apenas quando o morno sol visitar de novo o meu albergue.

22.10.08

O Poder dos Sonhos V

Os sonhos nocturnos obrigam-nos muitas vezes a enfrentar pensamentos que o consciente diurno insistir em esconder debaixo de um qualquer tapete da razão. São pequenas técnicas do cérebro que de nada nos servem, porque à noite, quando nada tem a temer, pois a escuridão é a sua sentença, liberta os seus anseios e desejos.

Foi assim que me dei a sonhar contigo, mesmo antes de te conhecer, e a admitir o propósito muito claro que terás na minha vida. Não será talvez nobre, mas será muito salutar. Não esperes nada mais (talvez não esperes já), porque apenas vou tomar o que necessito ao meu bem-estar.

21.10.08

Fica (Longe, Tão Perto)

Luz verde, loja de conveniência
Paras para um maço de cigarros
Não fumas, nem sequer queres
Conferes o troco
pareces um carro amassado
As rodas giram e tu revirada
Dizes que quando te bate, não te importas
E agora, é isso que é?

Luzes vermelhas, manhã cinzenta
Arrastas-te de um buraco no chão
Vampiro ou vítima
Depende de quem vê
Costumas ficar a ver os anúncios
E imitar os apresentadores de tv

E se olhares, vês através de mim
E se falares, não é comigo
E quando te toco, não sentes nada

Se ficasse, então a noite abdicaria de ti
Fica, e o dia manterá a sua confiança
Fica, e a noite será suficiente

Longe, tão perto
Alto com a estática e as ondas de rádio
Com a televisão satélite
Podes ir a qualquer lugar
Miami, Nova Orleães, Londres, Belfast e Berlim

E se ouvires, não posso chamar
E se saltares, podes até cair
E se gritares, apenas te ouvirei

Se ficasse, então a noite abdicaria de ti
Fica, e o dia manterá a sua confiança
Fica com os demónios que afogas
Fica com o espírito que encontrei
Fica e a noite será suficiente

Três da madrugada
tudo calmo e ninguém à volta
Apenas o baque e o estalido
Enquanto um anjo corre para o chão

Stay (Faraway, So Close!), U2

19.10.08

16.10.08

No nosso primeiro encontro, leva-me a dançar.

Quero abandonar-me a ti embalada no ritmo da música.

15.10.08

Há muito silêncio na minha vida. Demasiado. E nem a música do rádio, nem o som da televisão o conseguem disfarçar.

O que realmente necessito é alguém com quem trocar sons ao final do dia. Sons de relatos quotidianos cujo sentido se construa dia a dia.

Mas restam-me apenas silêncios cada vez mais difíceis de suportar. A minha voz sem alguém que a oiça nada mais é que um ruído de fundo na noite.

13.10.08

A soma dos dias

Os dias que passam não retornam
Somo os dias e algumas horas
Em que caminhei o rumo certo
Mas resultam-me sempre
Um excesso de incógnitas
Cujo sentido ainda hoje se desmultiplica.

12.10.08

Palavras #113 a 115

Tamil - do Tâm. tamil, melodiosidade. s. m., língua falada na Índia meridional e no Norte e Leste do Sri Lanka e que constitui a mais antiga representante da família das línguas dravídicas; por ext. grupo das línguas dravídicas; indivíduo falante da língua tâmul; (no pl. ) grupo étnico da Índia do Sul (Tâmules).
Zoroastrismo - de Zoroastro, n. pr. s. m., doutrina de Zoroastro, segundo a qual existem dois princípios fundamentais na origem e para a explicação de todas as coisas, o Bem e o Mal.
Jainismo - de Dijna, n. pr. s. m., uma das três grandes religiões da Índia cujo sistema filosófico foi fundado por Vardhama, chamado Dijna (o Vitorioso), no séc. VI a.C. e que admite o renascimento da alma.

11.10.08

É-me impossível não voltar às mesmas palavras, quando a mesma dor permanece ainda na sua origem. A sua intensidade suaviza, mas, proporcionalmente, aumenta o vazio a cada dia, mês ou ano que passa, e nada, nem ninguém, tem a capacidade de o colmatar.

Sigo dia a dia, nos pequenos e grandes afazeres, mas no silêncio nocturno assola-me cada vez mais a tua ausência. Conseguirás perceber o quão eu gostaria de deitar a minha cabeça no teu colo e sentir a tua mão acarinhar-me? Sei que é pedir demais aos deuses, mas há noites em que é tudo o que queria e não sentir as lágrimas que abundantemente derramo ao tentar recordar essa sensação que só tu me deste.

9.10.08

é certo que a minha vida não dá um filme, nem desejo que o dê. O que realmente quero é escrever uma história que dê um filme.

Mas conheço algumas vidas que dariam alguns filmes: algumas comédias, mas sobretudo vários dramas. Porque será que a nossa atenção recai sobretudo sobre o drama da vida e não sobre a sua comicidade?

O drama inspira respeito, o riso descrença. Seria bom que os filmes das nossas vidas fossem mais cómicos do que por vezes são, porque no final o riso ainda é o que temos de melhor.

É tão estranho perceber do quão fácil foi esquecermo-nos de um livro. Esquecer um filme não me espanta tanto, pois ocupa normalmente apenas duas horas nas nossas vidas e duas horas podem ser apenas isso: um período de tempo já passado. Espanta-me mais quando o mesmo se passa com um livro, pois, afinal, ocupa-nos um pouco mais de tempo. Poderemos daí tirar uma elação quando ao livro ou, melhor, quanto ao leitor? De certo, mas não será tão simples quanto isso.

7.10.08

ainda não encontrei o que procuro

Subi as mais altas montanhas
Corri por campos
Apenas para estar contigo
Corri
Rastejei
Escalei as paredes da cidade
As paredes da cidade
Só para estar contigo

Mas ainda não encontrei o que procuro

Beijei lábios de mel
Senti carícias curadoras
Que queimam como fogo
Este desejo em chamas

Falei a língua dos anjos
Apertei a mão do demónio
Era amena como a noite
Fria como uma pedra

Mas ainda não encontrei o que procuro

Acredito no reino que virá
Em que todas as cores serão uma
Serão uma
Sim, ainda procuro

Quebrastes os laços
E soltaste as amarras
Suportaste a cruz
Da minha vergonha
A minha vergonha
Sabes que acredito

Mas ainda não encontrei o que procuro
I Still Haven't Found What I'm Looking For, U2

6.10.08

Olho-me ao espelho, enquanto penteio o cabelo após mais um banho. Perscruto o meu rosto em busca das marcas do tempo que por vezes vejo noutros rostos que já passaram os trinta. Presto atenção aos contornos dos olhos e dos lábios. Observo as maças do rosto e penso que o tempo tem sido gentil comigo. No meu rosto apenas a testa apresenta algumas ameaças de vincos.

O mesmo não se passa com o meu cabelo, em que o castanho escuro se apresenta já riscado. Valem os caracóis que disfarçam a quantidade de fios brancos. Mas observando as têmporas com cuidado, o branco avança gradualmente na sua intensidade.

Já ponderei pintar o cabelo e assim prolongar uma aparência mais jovem, mas irrita-me a perspectiva de pinta-lo com uma regularidade quase religiosa. A verdade é que, mesmo desejando manter a frescura da juventude até o mais tarde possível, gosto da maturidade que os cabelos brancos anunciam. Afinal, não são apenas um sinal do tempo. São a consequência de decisões, várias penas e algumas dores. Não uma mera imposição biológica, são uma conquista feita de experiência e sorrio ao espelho porque considero que são merecidos.

5.10.08

workshop semântico #30

Actualmente, mais do que uma tradição, a gastronomia é uma área dominada pela imaginação, em que tudo é possível. Aliando os produtos tradicionais às mais recentes investigações científicas, podemos encontrar as mais variadas ofertas gastronómicas um pouco por todo o lado. Assim, não é estranho verificar que certas ementas oferecem misturas que até à pouco pareciam saídas da ficção cientifica, como: geleia de ouro guarnecida com sementes de pimpól, doce hidrofilizado de criptomérias brancas ou milharas granuladas com figos caramelizados.

4.10.08

Fallen – Anjos Caídos


Este filme de 1998 é um interessante thriller em que uma condenação judicial inequívoca se transforma numa investigação policial de contornos menos óbvios. Bem servido em representações, apresenta um enredo bem estruturado que junta suspense, religião, oculto e um final irónico q.b.

1.10.08

Diálogo amoroso II

  • Consegues perdoar e esquecer?
  • Perdoar e esquecer? Não. Consigo virar a página, mas não consigo fazer tábua rasa. Não são metáforas originais, eu sei. Mas são as que me ocorrem.
  • Acredito. Também só me ocorre dizer que isto será sempre uma pedra no sapato entre nós.
  • Realmente, não nos podemos gabar de originalidades.
  • Talvez devêssemos fazer um curso de escrita criativa.
  • Ahah. Sim, é uma possibilidade.
  • Quem sabe, poderíamos encontrar um final menos cliché para esta história.
  • Achas?
  • Não, realmente não. Na verdade, não há muita volta a dar à questão. As coisas são como são.
  • Sim. Mas acho que tens razão. Devíamos fazer um curso qualquer. Assim, não faremos os mesmos erros quando tentarmos escrever outra história.
  • Bem, essa lição já aprendi. Acredita!
  • Acredito!.
  • Mas ainda não está pronta para outra tentativa?
  • Ainda não.
  • Compreendo.
  • Às vezes, não é irritantemente irritante tanta compreensão mútua?
  • Eheh. É o fatalismo da maturidade. Sermos estupidamente compreensíveis.