9.10.08
é certo que a minha vida não dá um filme, nem desejo que o dê. O que realmente quero é escrever uma história que dê um filme.
Mas conheço algumas vidas que dariam alguns filmes: algumas comédias, mas sobretudo vários dramas. Porque será que a nossa atenção recai sobretudo sobre o drama da vida e não sobre a sua comicidade?
O drama inspira respeito, o riso descrença. Seria bom que os filmes das nossas vidas fossem mais cómicos do que por vezes são, porque no final o riso ainda é o que temos de melhor.
8.10.08
7.10.08
ainda não encontrei o que procuro
Subi as mais altas montanhas
Corri por campos
Apenas para estar contigo
Corri
Rastejei
Escalei as paredes da cidade
As paredes da cidade
Só para estar contigo
Mas ainda não encontrei o que procuro
Senti carícias curadoras
Que queimam como fogo
Este desejo em chamas
Apertei a mão do demónio
Era amena como a noite
Fria como uma pedra
Mas ainda não encontrei o que procuro
Acredito no reino que virá
Em que todas as cores serão uma
Serão uma
Sim, ainda procuro
Quebrastes os laços
E soltaste as amarras
Suportaste a cruz
Da minha vergonha
A minha vergonha
Sabes que acredito
6.10.08
5.10.08
workshop semântico #30
4.10.08
Fallen – Anjos Caídos
2.10.08
1.10.08
Diálogo amoroso II
- Consegues perdoar e esquecer?
- Perdoar e esquecer? Não. Consigo virar a página, mas não consigo fazer tábua rasa. Não são metáforas originais, eu sei. Mas são as que me ocorrem.
- Acredito. Também só me ocorre dizer que isto será sempre uma pedra no sapato entre nós.
- Realmente, não nos podemos gabar de originalidades.
- Talvez devêssemos fazer um curso de escrita criativa.
- Ahah. Sim, é uma possibilidade.
- Quem sabe, poderíamos encontrar um final menos cliché para esta história.
- Achas?
- Não, realmente não. Na verdade, não há muita volta a dar à questão. As coisas são como são.
- Sim. Mas acho que tens razão. Devíamos fazer um curso qualquer. Assim, não faremos os mesmos erros quando tentarmos escrever outra história.
- Bem, essa lição já aprendi. Acredita!
- Acredito!.
- Mas ainda não está pronta para outra tentativa?
- Ainda não.
- Compreendo.
- Às vezes, não é irritantemente irritante tanta compreensão mútua?
- Eheh. É o fatalismo da maturidade. Sermos estupidamente compreensíveis.
30.9.08
Contemporâneos vs Gato Fedorento
Assim, surgiram no panorama humorístico nacional Os contemporâneos, que logo na primeira série souberam definir as suas particularidades e explorar idiossincrasias tugas, através de um humor inteligente e acutilante. Dai pensar que actualmente o projecto Contemporâneos é mais bem conseguido que os GF, que parecem ter atingido uma certa estagnação. Sim, porque foram-se os Meireles, mas o Zé Carlos é apenas mais um nome, como poderia ter sido o Xico Toino. Isto não quer dizer que não me divirta a vê-los. Divirto imenso. O RAP é um excelente imitador e o ZDQ é uma mulher como poucas, sendo apenas destronado pelo Joaquim Monchique.
O problema é que o humor tem timmings próprios, que não se coadunam com fórmulas repetidas ad extremis. Assim, os Contemporâneos conseguiram injectar um novo ânimo no humor nacional e são eles que actualmente impõem a fasquia no alto.
É óbvio que, dedicando-se ambos à crítica e satirização da sociedade actual, têm como temas dos sketches as mesmas situações, mas considero mais hilariantes e acutilantes as rábulas dos Contemporâneos, daí que seja o meu programa de humor favorito.
E, disto isto, vão trabalhar. Vão fazer qualquer coisa de útil prá sociedade, em vez de ficar aí a ler blogues nas horas de expediente e a dar prejuízo ao patrão.
29.9.08
28.9.08
Palavras #110 a 112
Mílharas - de milho. s. f. pl., Ictiol., substância granulosa dos ovos dos peixes; ovas; grânulos dos figos.
Criptoméria - do Gr. kryptós, oculto + méros, parte. s. f., Bot., género de plantas taxodiáceas originárias do Japão e cultivadas em S. Miguel.
Pimpól - s. m., Bot., árvore artocarpácea da Índia.
27.9.08
Tempestade Tropical

Esta é uma das mais recentes sátiras à indústria cinematográfica americana. Tendo como pano de fundo a rodagem de um filme de guerra (com alusões óbvias sobretudo a Apocalipse Now e a Platoon), aproveita para esmiuçar e ridicularizar os vários intervenientes no processo de produção de um filme. Assim, passa em revista os actores (o has been, o oscarizado, a estrela musical na sua primeira aparição cinematográfica, o rookie, o galhofeiro escatológico), o argumentista e a sua história “verídica”, o realizador contratado, mas sem controlo criativo ou de decisão sobre o produto, e o produtor executivo (de fazer frente a qualquer Corleone de peso). Todos os intervenientes são explorados nas suas fraquezas e grandezas.
Não é um filme tecnicamente excelente. É bem executado e é pena que alguns gags/plots se estendem demasiado. Mas o que mais realço neste filme é a excelente interpretação de Tom Cruise (sim, esse mesmo), no papel do todo poderoso produtor e não me admirava nada se esta interpretação lhe valesse uma nomeação ao Óscar de actor secundário (ironias à parte). Aliás, é pena que Cruise arrisque muito pouco como actor, porque até tem potencial, e se acomode tanto ao papel de galã, que aqui realmente não é.
26.9.08
A terapia do amor

O amor não tem idade, nem momento apropriado para surgir nas nossas vidas. Apenas surge e resta-nos vivê-lo pelo período certo, seja uma semana, um ano, ou uma vida. Porque nem todos temos os mesmos tempos e vivemos a vida em diferentes velocidades, há que ter a sabedoria de avaliar qual o tempo certo do amor. Sabedoria essa que é o mais complexo de atingir.
O interessante deste filme é apresentar-nos uma história de amor que, para além da paixão e deslumbramentos iniciais, se centra nestes tempos do amor e que, podendo não ditar o fim do sentimento, dita por vezes o fim das histórias.
25.9.08
24.9.08
KABOOOUUM!
Mas não são apenas os detentores dos cargos que vêem a sua vida alterada. Como funcionária de um município, o meu trabalho está sujeito a este tipo de alteração súbita. Porque há projectos que caem por terra, outros que são implementados, promoções e despromoções e passagens de testemunho, por vezes nada pacíficas. Situações às quais somos alheios, porque não temos poder decisório, e em que somos simultaneamente os primeiros a ser atingidos, porque damos a cara e a voz pelos projectos e não temos respostas.
Quem está por for a não tem a percepção de como estas oscilações afectam o nosso já pouco credibilizado trabalho em prol do município, porque na realidade o maior prejudicado é sempre quem devemos servir.
23.9.08
Ainda Melhor que a Realidade
E ficarás satisfeito
Dá-me duas oportunidades
E não serás negado
Bem, o coração está onde sempre esteve
A minha cabeça está algures no meio
Dá-me outra oportunidade
De ser a tua amante esta noite
És o verdadeiro
E far-te-ei cantar
Dá-me meia oportunidade
Para navegar nas tuas ondas
Vou soprar-te como uma brisa
Dá-me uma última oportunidade
Para deslizar na superfície das coisas
O sol não derreterá as nossas asas
E agora, aí vem ele
Podes levar-me mais alto?
Queres levar-me mais alto?
Even Better Than the Real Thing, U2



