31.5.10
30.5.10
29.5.10
28.5.10
Acumuladores
Só nós damos valor ao que temos. Não há outra pessoa que consiga perceber porque nos agarramos a determinados objectos, a determinadas memórias. O que para nós é imprescindível manter, para outros é insignificante.
A nossa memória é apenas nossa e raras vezes se transforma na memória dos outros. Apenas uma ínfima percentagem da memória individual se transforma numa memória colectiva. Por isso, agarramo-nos desesperadamente aos objectos que julgamos pertencer-nos.
A nossa memória é apenas nossa e raras vezes se transforma na memória dos outros. Apenas uma ínfima percentagem da memória individual se transforma numa memória colectiva. Por isso, agarramo-nos desesperadamente aos objectos que julgamos pertencer-nos.
27.5.10
Diário I, Miguel Torga
O meu contacto com Torga foi no 12º, tendo sido o autor do programa escolar que mais gostei de estudar. Voltei a ele em 2006, com O Senhor Ventura, e a agora dedico-me aos seus Diários.
Gosto da sua escrita pelo humor e ironia, pela humanidade e seus paradoxos, pelo diálogo constante com o divino, pela reflexão literária.
26.5.10
25.5.10
24.5.10
23.5.10
Diálogo voluntário
- pensava que não querias.
- quero!
- hesitaste.
- sim, mas não quer dizer que não queira. Apenas não me sai assim tão natural como seria desejável.
- não és tão corajosa quanto queres parecer.
- não, não sou. Gostava, mas não sou.
- não tens de ser. Tens apenas de querer, o resto acaba por acontecer.
22.5.10
21.5.10
20.5.10
Há já muitos dias em que sinto pouca vontade de escrever. Sobretudo, porque não gosto do que eventualmente irei escrever.
Foram muitos dias encerradas em mim e, comigo, isso não é benéfico ou produtivo. Normalmente, preciso sair de mim para que a escrita faça sentido, para que o resultado seja compensador, ou seja, apaziguador.
Como quase todos, escrevo para mim. Para me questionar, para me cimentar, para, ingenuamente, me iludir de que tenho algo a dizer, talvez até a acrescentar.
Mas escrevendo para mim, necessito de buscar material fora de mim para remoer um pouco. Nunca em demasia, que me é impossível.
Não escrevo em torrentes, nem em profundidade. Apenas apontamentos mais ou menos sérios, ligeiros, sobre os meus dias, prazeres e angústias, devaneios e desabafos – confessos ou parcamente ocultados.
Seja qual for o exercício de escrita, necessito do estímulo exterior. Não encerramos em nós o mundo, encerramo-nos do mundo quando teimamos em olhar apenas para o que nos dói. O mundo tem mais dores e mais alegrias quando olhamos de dentro para fora.
19.5.10
18.5.10
16.5.10
A lucidez da loucura
Hoje, a Grande Reportagem da SIC explorou o mundo das doenças mentais através de testemunhos de doentes do antigo Hospital Júlio de Matos.
A reportagem permitiu-me algumas conclusões:
- o conceito de normalidade é vazio, ninguém sabe exactamente o que é, mas espera-se muito, seja de quem for;
- todos somos/estamos impregnados de expectativas, sociais e individuais, e a perturbação mental surge também[1] do conflito entre essas expectativas e a incapacidade para as atingir e/ou conciliar;
- a solidão é o pior inimigo da sanidade. Perdemos o norte quando não temos um sistema de suporte, normalmente a família, e sentimos que não podemos contar com ninguém;
- a felicidade é equilíbrio e harmonia.
15.5.10
A solidão
Penso muitas vezes como seriam os meus dias se partilhados,
Os meus silêncios se dialogados,
As minhas noites se amadas.
14.5.10
13.5.10
Earl's List
Para poder alterar o seu karma, a personagem Earl elaborou uma lista de pessoas a quem prejudicou e a quem procura compensar. Claro que os nossos erros nem sempre se resolvem com uma lista de compensações.
Então, para quê uma lista? em que é que nos ajuda?
Uma lista ajuda-nos a definir objectivos, a manter um rumo. Mesmo que nem todos os itens se cumpram, alguns serão atingidos e outros valerão pelo caminho percorrido.
Na verdade, nunca fiz exactamente uma lista de objectivos a cumprir. (D)escrevi sonhos, alguns devaneios, mas nunca me empenhei concretamente em cumpri-los. Não estabeleci metas, divaguei ao sabor das oportunidades.
Hoje, compreendo a necessidade e as vantagens em estabelecer objectivos. Impede, entre outros, que caiamos em determinadas situações de descontrolo. Não impede que a vida saia do nosso controlo, isso nunca se impede. Mas ajuda-nos a ter um plano de acção mais amplo quando esse descontrolo acontece.
Então, para quê uma lista? em que é que nos ajuda?
Uma lista ajuda-nos a definir objectivos, a manter um rumo. Mesmo que nem todos os itens se cumpram, alguns serão atingidos e outros valerão pelo caminho percorrido.
Na verdade, nunca fiz exactamente uma lista de objectivos a cumprir. (D)escrevi sonhos, alguns devaneios, mas nunca me empenhei concretamente em cumpri-los. Não estabeleci metas, divaguei ao sabor das oportunidades.
Hoje, compreendo a necessidade e as vantagens em estabelecer objectivos. Impede, entre outros, que caiamos em determinadas situações de descontrolo. Não impede que a vida saia do nosso controlo, isso nunca se impede. Mas ajuda-nos a ter um plano de acção mais amplo quando esse descontrolo acontece.
12.5.10
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