Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
Mais informações: www.cm-sintra.pt

18.4.14

Palavras #501 a 503

estertoroso -  |ô| (estertor + -oso) adj. Diz-se da respiração que imita o ruído da água que ferve. Plural: estertorosos |ó|.
letargo – s.m. 1. Letargia. 2. [Por extensão] Sonolência, modorra. 3. [Figurado] Indolência. 4. Olvido, esquecimento.
logradouro - (logrado, particípio de lograr + -ouro) s. m. 1. Coisa usufruída ou gozada. 2. Terreno ou espaço anexo a uma habitação, usado para serventia ou com outras funcionalidades. 3. Espaço público comum que pode ser usufruído por toda a população. 4. Campo de pastagem comum ou público.

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/

17.4.14

#10 – não sou forte o suficiente

Diz o adágio que Deus não nos dá um fardo maior do que aquele que podemos suportar. Será? A verdade é que só temos duas hipóteses: ou aguentamos e fazemos o melhor possível com as circunstâncias que nos são dadas e com as que criamos ou não aguentamos. E infelizmente há demasiadas histórias na nossa comunicação social de quem não aguenta.
Todos estamos sujeitos à dor física, à dor psicológica e à pressão. Não temos os mesmos níveis de sensibilidade, logos não lidamos com elas da mesma forma. Não sou demasiado forte, mas tenho-me encontrado mais forte do que à partida julgava. E isso também me tem incentivado a prosseguir e a batalhar por outros objectivos. Mas também sou sensível. Sinto-me por vezes sem força para as batalhas que tenho de travar. Por vezes tenho de parar, fazer uma pausa e tomar balanço para a corrida de fundo que me espera. Quanto aos sprints, esses sim, não são o meu forte.

16.4.14

Palavras #498 a 500

escanção – s. m. 1. [Enologia] Profissional especializado em vinhos nos restaurantes. 2. [Antigo] Aquele que deitava a bebida nas taças dos convivas. 3. Oficial da corte encarregado de servir o vinho na copa e oferecê-lo ao rei nas refeições. 4. Copeiro.
escansão – s. f. 1. [Música] Subida de tom. 2. Elevação de ritmo (no verso). 3. [Literatura] Medição ou divisão em elementos métricos.
presbitismo – s. m. Lesão ocular que não deixa ver distintamente os objectos miúdos senão quando estão à distância mais que regular; vista cansada. = PRESBITIA

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/

15.4.14

É meio da tarde de um dia de férias. Sento-me na varanda para aproveitar o aleatório sol de primavera. Preparo-me para ler um pedaço de livro, mas a minha mente dirige-se para outras paragens. Nestes meses de março a maio, principalmente, aglomeram-se as memórias dos nacimentos e mortes de quem me é próximo, pai, mãe e irmão (não exactamente por esta ordem).

Por mais que me encha de afazeres, as noites, ou momentos como estes, trazem-mos sempre de volta. Entre sorrisos, angustias e o silêncio de tudo o que entre nós não foi dito. Tudo se mescla numa melancolia agri-doce: grata pelas suas passagens na minha vida, impotente contra a sua ausência.

Muitas vezes apetece-me chorar. Mas também o choro parece ter-se esgotado e fica não sei bem o quê. E depois vem outro dia, outros desafios que relembram que continuamos aqui, vivos, bem ou mal, a lutar pelo nosso bem estar físico e mental.
 
 

14.4.14

Palavras #495 a 497

bambúrrio – s. m. 1. Carambola que se faz por onde não era jogada. 2. Acaso feliz.
carambola - |ó| s. f. 1. No bilhar, embate da bola nas outras duas. 2. Bola vermelha do bilhar. 3. Carambolice, tratantada. 4. [Botânica] Fruto do caramboleiro. 5. Caramboleiro. 6. [Ornitologia] Ave de arribação. 7. [Regionalismo] Acto de matar duas perdizes com um só tiro.
derrote – s. m. 1. [Tauromaquia] Acto de o touro levantar a cabeça, depois de a ter baixado para marrar. 2. [Popular] Destruição de plantações. 3. Derrota (de árvores).

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/

13.4.14

Hannah sentou-se à sombra do sicómoro. Só quando ajeitou a epígona boá ao pescoço é que percebeu que a descida de temperatura se devia ao avanço do ocaso.

Red & Green Hair, Ayala

12.4.14

As minhas Lições de vida (so far)


  1. Saber esperar & Evitar precipitações
  2. Saber o que é e como se vai passar
  3. Menosprezar a sorte tem custos
  4. Não há situações iguais
  5. As pessoas continuam a ser felizes
  6. Partilhar também ajuda
  7. Manter rotinas
  8. Alternativas sim, mas com critério
  9. Nunca colocar toda a energia e esperança numa única opção de vida
  10. Procurar soluções onde elas estiverem
  11. Celebrar a vida
  12. Não há uma única solução
  13. Acreditar leva-nos longe
  14. Resolver um problema de cada vez
  15. A vida continua

11.4.14

#4 – dará origem a problemas familiares

Há quem considere que só atingimos verdadeiramente a maioridade quando conseguirmos ultrapassar a nossa família. Não no sentido de a desmerecer ou de não lhe reconhecer a sua importância, mas no sentido de nos libertarmos das suas diversas e peculiares idiossincrasias.
O receio que muitas vezes temos de enfrentar ou ir contra aqueles que tão intimamente nos rodeiam, apesar de compreensível e normal, há que ser vencido. O que julgamos vir a ser um problema, muitas vezes não se concretiza. No entanto, esquivar-nos a uma situação, regra geral, origina ou desemboca em situações problemáticas com desfechos dolorosos e consequências imprevisíveis.

10.4.14

Palavras #492 a 494

parietário - (latim parietarius, -a, -um) adj.1. Relativo a ou próprio de parede. = PARIETAL 2. Que cresce nas paredes (ex.: erva parietária).
látego sub.m. 1. Chicote de couro ou de corda entrançada; azorrague. 2. [Figurado] Castigo; flagelo. 3. [Figurado] Estímulo. 4. A corda da cilha e da sobrecarga, vulgarmente chamada enquerideira. Confrontar: latejo.
molosso – sub.m. 1. Cão grande de guarda. 2. [Figurado] Guarda-costas, valentão. 3. [Linguagem poética] Pé de verso de três sílabas longas. 4. [Botânica] Grande árvore africana. Plural: molossos |ô|.

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/

9.4.14

Nunca te distraias da vida, Manuel Forjaz

A luta de Manuel Forjaz contra o cancro sempre foi pública e, eventualmente, eclipsou todas as suas conquistas pessoais e profissionais. Há poucos dias, a sua luta cessou e motivou as mais variadas manifestações públicas, inquinando inclusive a sua intenção de viver a vida para além da doença.
Um dos registos que deixou foi o livro Nunca te Distraias da Vida em que procura fazer um pequeno manual de combate á doença, com informações, dicas, estratégias e posturas úteis. É um livro que se lê de uma assentada e prima pela lucidez, racionalidade, clareza de espirito e esperança. Nele revi muitas das minhas crenças perante a doença e, sobretudo, a vida e acredito que realmente pode ser uma leitura benéfica não só para quem padece de cancro mas também para familiares e amigos, pois nem sempre se consegue ter esta lucidez perante a doença.
Recomendo.

8.4.14

Amar é tão simples como fazer uma escolha relativamente a quem nos comprometemos a dar o melhor de nós e a contribuir para que essa pessoa dê o melhor de si. O amor é uma parceria entre seres imperfeitos em busca do melhoramento.

6.4.14

Estava muito longe da sua terra natal, aqui abundava vegetação bruxuleante e o canto dos pássaros parecia irreal, como que oriundo de uma charamela. No entanto, o avistamento de uma calhandra confirmava a realidade do pássaro. Sendo um cafre vagabundeante, esta visão e este som assemelhava-se em muito à sua ideia de paraiso.

5.4.14

#1 – é difícil

Sim, é difícil.
Tudo o que me chegou sem esforço foi-me retirado, com juros, porque não o soube preservar.
Sim, é dificl.
Aceitar que todos os dias são uma luta. Que não há intervalos. Que a vida continua e nnão podemos pousar os braços. Que apesar de toda a luta podemos não chegar a ter qualquer reconhecimento, qualquer recompensa, algo que valorize o nosso esforço.
Sim, é difícil.
E se a luta não continuar, será ainda mais difícil. Faltará um objectivo, uma motivação, uma luz para onde caminhar.
Sim, é difícil.
O cansaço enreda-se. O medo tolhe. A incerteza desorienta.
Sim, é difícil.
E há dias automáticos, desgastantes, cuja perspectiva faz ansiar por uma realidade paralela.
Sim, é difícil.
Mas cada dia lutamos o melhor possível dentre das nossas capacidades e sabedoria. Não lutar seria pior. Seria ficar à completa mercê de tudo e de todos. seria entregar tudo à sorte e esta já me bafejou.
Sim, é dificil.
Mas se fosse fácil, não era para nós.
 
 

4.4.14

Extremamente Alto, Incrivelmente Perto (2011)

Numa Nova Iorque pré 11 de Setembro, um pai inicia o seu filho numa mágica aventura em busca de um mistico bairro desaparecido. E é através dessa busca que o jovem vai processar a morte do pai, vitima do atentado. É um filme belo, de homenagem à cidade, mas sobretudo pelo reatrato de um rapazinho (obrigado a crescer demasiado cedo) e o seu pai e a maior dádica que este leh poderia oferecer: prepara-lo para a aventura da vida.

Título original: Extremely Loud & Incredibly Close  * Realização:  Stephen Daldry * Argumento: Eric Roth, baseado na obra homónima de Jonathan Safran Foer * Elenco: Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock, Max von Sydow, John Goodman, Viola Davis

3.4.14

Aguenta-te aos 40! (2012)

Aguenta-te aos 40! (2012) Poster Esta é provavelmente uma das comédias mais realistas sobre as relações, o crescimento e as expectativas de juventude. Apatow recupera duas personagens de Knocked Up e explora o modo como o casamento, a parentalidade, as obrigações profissionais e as expectativas sociais influenciam a relação entre o casal.

Título original: This Is 40 *Argumento & Realização:  Judd Apatow * Elenco: Paul Rudd, Leslie Mann, Maude Apatow, Jason Segel, Megan Fox, John Lithgow, Albert Brooks, Melissa McCarthy

2.4.14

Na verdade, precisamos de pouco para viver. Mas como há muitas coisas que nos dá prazer, julgamos que devemos ter todas. Esquecemos que o prazer é sempre fugaz e que muitas coisas, seguidas de outras tantas, raras vezes nos dão o prazer que ansiamos.