Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
Mais informações: www.cm-sintra.pt

10.5.13

Am i a writer?

There’s not a day gone by without the question popping up my mind. And along that, many other questions: is writing innate or a life time work in progress? Is it A wish or a true calling? Is a writer someone who writes or someone who makes a living out of writing?
You see? So many questions and I still haven’t found the answers I’m looking for. So let’s analyze them and maybe figure out some answers.

Is writing innate or a life time work in progress?
Communication is innate to al living beings and it can embody all kind of media e codes. Why do we communicate? Poets will say in or de to know we are not alone, scholastics will say in order to understand each other and to improve ourselves and our communities. Why do I communicate? To learn, to share, to feel, to find some kind of sense in the world we live in.
How do we communicate? Us, human beings, start communicating we inside our mother’s wombs, but as soon as we are given birth we start to assimilate that crazy little thing called language. And as we grow old that becomes the most fast and easy way to communicate, either in its spoken or written forms.
So maybe writing is not an innate process, but it was the way I found to better express myself. the most suitable way to match my shyness and need of loneliness. And the one that allows the time to better structure my thoughts, opinions and feelings. And therefore, that’s what I’ve been doing for the past 20 years, since my first journal till this moment that I feel ready to share my writing and myself to the world.

Is it A wish or a true calling?
Have you ever noticed how books and movies always present us successful writers stories? it seems they keeps making believe that literature can truly save your soul or your life (depending on your believes). Where are the unsuccessful writer’s stories? were they all written by unsuccessful writers?
Do you recall when you’re a king and you pretend your Oscar acceptance speech while tooth brushing? Besides winning an Oscar, I’ve always dreamed with my name printed on a book’s cover and signing autographs’ on first pages.
since I’ve grow older, I’ realized writing is no longer a wish (the book printed is), but a true calling, because I can no longer pass without doing it on daily basis (even if it is just a simple sentence). Writing is the way I find myself. the way I fight my ghosts and how I win my dragons.

Is a writer someone who writes or someone who makes a living out of writing?
Some notorious best sellers winning prizes writers only started calling themselves writers when it allowed them to earn enough money to live by. a few years ago, I earned my wage from writing and (far from any glamour movies usually infer) it was a blast. Do I want to do it again? Oh, yes, please! Meanwhile, I’ve never stopped writing and I realized I never will, even if I don’t ever make any money again out of it.

So, am I a writer?
I can proudly say: Yes I am. Do I make money? Not yet. Am I a published author? Not yet. Do I have an audience? Blogger says so, but most important of all, I write for myself. And if I write it, it will come.

9.5.13

Relativismo cultural

O relativismo cultural defende que não é possível julgar (um individuo ou grupo) a partir de um ponto de vista externos aos padrões e valores (morais, práticas e crenças) de uma determinada cultura. Segundo este conceito, diferentes culturas e consequentes sistemas de valores são incompatíveis, sendo impossível classificar qualquer um deles como superior e/ou inferior, pois ambas ou todas tem como objectivo principal preencher as necessidades dos seus integrantes.
Em termos teóricos, este conceito é bastante óbvio e compreensível. Na prática, e vivendo num mundo cada vez mais marcado por migrações de indivíduos, e consequentemente do seu repositório e valores culturais, como podemos observar este relativismo cultural? Se até há relativamente poucas décadas, o usual era um determinado espaço geográfico corresponder a um determinado sistema cultural, onde o lema era (talvez) “em Roma, sê como os romanos”, talvez fosse possível uma prática cultural relativista. Mas actualmente, quando em determinados contextos urbano, por exemplo, num mesmo prédio coabitam indivíduos e inúmeras culturas, podemos relativizar ad extremis? Pragmaticamente, no obstante o respeito pelas culturas de origem, deve prevalecer a cultura de acolhimento, com as suas normas e valores. No enanto, o que cada vez mais se observa é uma guetização e adopção de normas paralelas às vigentes na cultura de acolhimento.

8.5.13

O Tesouro Encalhado (2008)

Este filme é uma óbvia tentativa de reproduzir a química entre Matthew McConaughey e Kate Hudson em Como Perder um Homem em 10 Dias (2003), recorrendo inclusive ao icónico bulshit. Desta feita, o cenário é totalmente descabido: um caçador de tesouros naufragados tenta recuperar a mulher que ama, enquanto procurar escapar com vida numa corrida para encontrar o tesouro do navio espanhol Aurelia.
Filme inconsequente para tardes de domingos chuvosos.

Título original: Fool's Gold * Realização: Andy Tennant * Argumento: John Claflin e Daniel Zelman * Elenco: Matthew McConaughey, Kate Hudson, Donald Sutherland.

7.5.13

Sobre os exercícios: Momento de Viragem

O que será um momento de viragem adequado ao universo infantil e de interesse para os personagens? 
E se um personagem se vir confrontado com a impossibilidade de realizar um dos seus desejos/hobbies?
A solução mais fácil recaiu sobre o personagem Pedro, fisicamente muito activo. O que o impediria de fazer desporto, mesmo que temporariamente? Uma doença? Ou partir da característica dos joelhos esfolados e levar a situação mais além? Uma perna partida seria, além de realista, uma situação de imobilidade que testaria a identidade do personagem e que o poria em conflito com o seu modo de experienciar o mundo que o rodeia.
E uma situação externa, ou seja alheia aos personagens, e que permitiria testa-los e desafiar as suas diferentes formas de se relacionarem com o mundo? E se um dos progenitores ficassem desempregado? Além de ser uma situação com a qual já tivessem tido um eventual contacto com as consequências, através dos colegas e amigos de escolas, como é que lidariam eles com as situações, o desequilíbrio inicial e as novas formas de adaptação e eventual novo padrão de vida?

6.5.13

Todas as raparigas feias se apaixonam por rapazes bonitos, que lhes aliciam a fraqueza sem nunca a concretizar. Elas não amam os rapazes, amam a luminosidade da beleza e a sua atracção. Talvez até queiram acreditar que a beleza é interior, mas amar o interior de alguém pressupõe dedicação e perseverança. Por isso apenas o encontram no abraço aconchegante e reconfortante dos rapazes feios.
Kenne Gregoire

5.5.13

O Nosso Amor de Ontem (1973)

Uma jovem ativista política apaixona-se por um belo desportista como enorme potencial como escritor. A paixão pela escrita vai aproxima-los e apesar das diferentes aspirações politicas e origens sociais, apaixonam-se. Seguimos essa relação desde o seu início até ao momento em que, vários anos depois, as suas diferentes expectativas pessoais e profissionais se tornam irreconciliáveis e ditam o seu afastamento.
O nosso amor de ontem é um relato igualmente romântico (do ponto de vista sentimental) e pragmático (no que concerne às circunstancias desse sentimento) das relações amorosas.
Com a protagonista feita à medida de Barbra Streisand, não é descurado o papel da atracção e da beleza física na relação, mas é igualmente retratado o papel da mulher numa sociedade em mudança e o modo como este pode ser incompatível com as suas aspirações pessoais, sentimentais, profissionais e politicas.
Uma das histórias de amor adultas de Pollack, que nos mostra que o amor não vence tudo.

Título original: The Way We Were * Realização: Sydney Pollack * Argumento: Arthur Laurents * Elenco: Barbra Streisand, Robert Redford, Bradford Dillman

4.5.13

Formação online gratuita

Além do coursera já aqui mencionado, existem outras plataformas online gratuitas que permitem o acesso a curso/formação das mais variadas áreas. São:
-        Veduca.com.br – disponibiliza vídeos com aulas de diversos cursos;
-        Educacy.com – ainda em fase de construção, pretende explorar a aprendizagem ao longo da vida;
-        Miradax.net – plataforma  ibero-americana, com funcionamento semelhante ao Coursera, mas em língua espanhola.

3.5.13

A verdade inconveniente

Talvez homens e mulheres sejam diferentes. Biologicamente, são-no. Culturalmente, são educados para ter expectativas e comportamentos diferentes. Mas o mundo está a mudar e também homens e mulheres.
A biologia já não é uma ditadura e os papéis de géneros são difusos. Então, o que esperam homens e mulheres actualmente? Não creio que eles próprios saibam e consequentemente ninguém age de acordo com nada.
Mas quem é que os compreende? Eu mal me compreendo e tenho que lidar comigo 24horas/7 dias por semana. Então, o que espero eu?
Bent Objects Series, Terry Border

2.5.13

O uso da ficção

Na segunda edição do fórum digital Forma de Vida, Carlos A. Pereira analisa a obra How to do things with Fiction, do autor Joshua Landy.
O livro assenta numa teoria da ficção centrada não no sentido da obra, mas no uso que lhe damos. Assim, identificam-se vários propósitos possíveis: formativo, exemplar, afectivo e cognitivo. Da função formativa (sobre a qual o autor se detem), salienta-se a possibilidade da ficção actuar como campo de treino de competências individuais (conhecimentos, competências, treino), mais do que informar sobre determinado assunto. Esta função força o leitor a realizar uma ginástica mental que aumenta e fortalece certas habilidades (interpretar e relacionar ideias)  embora não garanta a capacidade de tomar “boas” decisões (o que seria uma função moralizadora), pois nada no ganho ou fomento de capacidades mentais indique o modo como serão posteriormente utilizadas.

1.5.13

O género de pessoa que todos somos

Ainda na primeira edição (Fev. 2013) do fórum digital forma de vida, Miguel Tamen detém-se sobre O género de pessoa que todos somos. E eu vou procurar reter aqui igualmente a minha compreensão do texto.
Nós não escolhemos o género de pessoas que vamos sendo, mas escolhemos a forma como nos descrevemos. O meu controlo é única e exclusivamente sobre as minhas decisões e, embora possa antever alguma consequências, não controla-las, nem o modo como estas são percepcionadas e/ou transmitidas a terceiros. Ou seja, por exemplo profissionalmente, apenas está sob meu controlo a realização de determinada tarefa à minha responsabilidade, mas, apesar e eventuais critérios de avaliação, não posso controlar o modo como esta é feita e eventualmente transmitida a outros superiores hierárquicos.
Aprendemos pelo exemplo, mas os exemplos a que tivemos acesso (familiares ou não) não são amplamente conhecidos. Mas eu sou consequência desses exemplos, porque apreendi os exemplos de outrém, através de contágio informal, puramente receptivo. “cada uma das nossas capacidades e talentos, pensamentos, truques e afectos se posicionam na sua própria, e muitas vezes paralela e independente, história múltipla”.
Haverá então lugar a dividas de gratidão? A haver, será necessário um trabalho tão exaustivo de identificação e enumeração, que se tornaria inútil, pois anularia o verdadeiro contributo recebido (directo ou indirecto). O género de pessoa que somos define-se então pela forma como reconhecemos a existência da influência e o seu impacto e não pela sua verbalização.

(Acceptance Speech)