Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois

Ler Ferreira de Castro 40 Anos Depois
Mais informações: www.cm-sintra.pt

10.2.13

Orlando, Virginia Woolf

Na faculdade, uma das várias leituras obrigatórias recaiu sobre a obra de Virginia Woolf, de quem li To the Lighthouse, A Room of One’s Own e Selected Short Stories. Apreciei bastante esta nova forma de escrita à qual esperava regressar com a leitura de Orlando, que adquiri em 1999. Iniciei a sua leitura, mas o deslumbramento tinha-se escoado e fiquei-me pela página 80. Agora, 14 anos depois voltei ao seu universo.
Orlando é a biografia ficcional de um lorde inglês imortal de longa linhagem que um dia, numa estada na Turquia, acorda mulher. Esta história é inspirada na vida de Vita Sackville-West, amiga e amante de Virginia Woolf, reputada autora da época, conhecida igualmente pelo seu casamento liberal e várias ligações bissexuais. São retratados vários momentos e episódios da sua vida, nesta obra que toca vários temas: a criação artística, sobretudo literária, bem como a sua crítica e diversas estéticas, o papel da mulher na sociedade (os seus direitos de herança, casamento, maternidade, comportamento), a evolução da sociedade inglesa durante cerca de 350 anos, a identidade e tradição, entre outros.
Leitura interessante desta personagem contraditória, mas fascinante.

9.2.13


O flagelo do desemprego

Infelizmente, sou regularmente confrontada com a notícia da situação desemprego de pessoas que conheço e que considero capazes, com conhecimentos, empenhadas, motivadas e cumpridoras. Tudo o que a nova vaga de conselhos sobre empregabilidade apregoa, fazendo a apologia da criatividade e da proatividade. Uma vez que vejo estas pessoas ou em situação precária ou a ponderar, e mais do que isso, a emigração. Então o que querem realmente os empregadores?

8.2.13


Sobre a assertividade

Em termos de capacidades comunicativas, o objectivo maior é atingir-se o nível da assertividade. Apesar de já me considerar mais próxima desse nível, considero que ainda me situo ao nível do passivo-agressivo. No entanto, também é minha percepção que a assertividade ainda não é uma postura culturalmente aceite. Ainda faz parte dos nossos hábitos culturais não falar dos elefantes no meio da sala com medo de algum tipo de represália. Para uma cultura de assertividade é necessário igualmente desenvolver a receptividade da mensagem. Um receptor assertivo é um receptor com capacidade de encaixe.

6.2.13

Do Departamento de Educação, Cultura, Desporto e Juventude

No âmbito da nova Estrutura Nuclear da Câmara Municipal de Sintra, a área da juventude ficou adestrita ao novo Departamento de Educação, Cultura, Desporto e Juventude, que congrega os antigos Departamento de Educação e Departamento de Cultura, turismo, Juventude e Desporto. Compete ao novo Departamento de Educação dirigir as actividades ligadas às questões da educação, no âmbito das atribuições do Município,
que não estiverem expressamente cometidas à EDUCA, EEM, nos termos dos respetivos estatutos, bem como dirigir as atividades ligadas à cultura, à juventude e ao desporto.
No domínio da cultura, desporto e juventude, compete: a) Superintender nas atividades de promoção cultural, desportiva e de juventude, desenvolvidas pelo Município e apoiar as actividades prosseguidas por outras entidades, sendo este o único parágrafo suficientemente lato para abranger a área da juventude, que só torna a ser mencionada na alínea f) f) Promover a edição de publicações de interesse relevante, relativas às áreas da cultura, do desporto e da juventude. De resto, é mencionado a gestão de equipamentos coletivos de cultura, lazer e desporto e o movimento associativo, em geral.
Dada a pouca expressão da juventude no novo corpus normativo camarário, porquê insistir na continuidade desta nomenclatura, que no fundo se resume a duas menções? Se a nova estrutura reflecte as actuais necessidades de contingência e de focos de interesse e prioridades de acção, porque não assumir a omissão da juventude?

5.2.13

Estrutura Nuclear da Câmara Municipal de Sintra

No passado dia 18 de janeiro foi publicado em Diário da República o despacho 1199/201, no qual se apresenta a nova Estrutura Nuclear da Câmara Municipal de Sintra. Tendo como objectivo o cumprimento dos limites máximos ao provimento dos cargos dirigentes que resultam da Lei n.º 49/2012, de 29 de agosto, a nova estrutura procura ainda facilitar a inovação, a simplificação, a modernização, a partilha de recursos, a cooperação e articulação institucionais, essenciais para que, à escassez de recursos não corresponda menor qualidade e eficácia na ação municipal.  Deste modo, a nova estutura camarária é a seguinte:
1 — Direção Municipal Administrativa e de Polícia Municipal, aqual integra:
1.1 — Departamento de Assuntos Jurídicos e Administrativos;
1.2 — Departamento de Polícia Municipal;
2 — Direção Municipal de Planeamento e Urbanismo, a qual integra:
2.1 — Departamento de Urbanismo, Planeamento e Desenvolvimento Estratégico;
3 — Departamento de Ambiente, Serviços e Gestão Urbana;
4 — Departamento de Obras Municipais;
5 — Gabinete Municipal de Apoio ao Munícipe e Auditoria;
6 — Departamento de Recursos Humanos
7 — Departamento de Administração Financeira e Patrimonial;
8 — Departamento de Ação Social e Habitação;
9 — Departamento de Educação, Cultura, Desporto e Juventude.

Em breve, farei uma análise sumária à posição da área da juventude nesta nova orgânica.

4.2.13

Anabaptismo

Cristo terá sido baptizado em adulto por João Baptista
(dai a origem do termo)
Anabaptistas ("re-baptizadores", do grego ανα (novamente) + βαπτιζω (baptizar); são cristãos sectários do Anabatismo, a chamada "ala radical" da Reforma Protestante. São assim chamados porque os convertidos eram baptizados em idade adulta, desconsiderando o baptismo da Igreja Católica Apostólica Romana. Assim, re-baptizavam todos os que já tivessem sido baptizados em criança, crendo que o verdadeiro baptismo só tem valor quando as pessoas se convertem conscientemente a Cristo.

3.2.13


Ordem da Jarreteira

A Mais Nobre Ordem da Jarreteira, também conhecida como Ordem da Jarreteira, é a mais antiga ordem  da Inglaterra e do sistema de honras britânico. A sua tradução correta seria antes Ordem da Liga (em inglês: Order of the Garter) tal como em português tem o mesmo significado. Só assim se explica que esta ordem militar, criada por Eduardo III de Inglaterra com o espírito medieval de então e baseada nos nobres ideais da demanda ao santo Graal e da corte do Rei Artur, seja vista como a mais importante comenda do sistema honorífico do Reino Unido, desde essa altura até aos dias de hoje. Fundada em 1348, com a dedicação da imagem e das armas a São Jorge, patrono da Inglaterra (embora existam registros de nomeações à ordem em 1344), supõe-se que tenha sido criada para destacar os esforços do reino e aliados, nos quais se destacam nobres e reis portugueses, para conquistar a Terra Santa e um «Império Cristão» nas subsequentes cruzadas, numa época de ouro para os cavaleiros, a nobreza das guerras.
O emblema da ordem, retratado na insígnia, é uma jarreteira com o motto Honni soit qui mal y pense (francês antigo: "Envergonhe-se quem nisto vê malícia", ou "Maldito seja quem pense mal disto!”) em letras douradas. Os membros da ordem recebem algo como uma liga nas ocasiões cerimoniais.


Escoteiro da Tribo de Exploradores do Grupo 211 a receber as suas jarreteiras













A Ordem da Jarreteira, cuja tradução correta seria antes Ordem da Liga (em inglês Order of the Garter) em Portugal era primitivamente chamada Ordem da Garrotea que significava "Ordem do Laço."
O equivoco, que fez distanciar do seu nome original que traduzia uma estreita "liga entre homens" ou um apertado "enlace entre homens", através de um sério acordo entre pares nobres e amigos, trocado por uma ordinária liga para segurar as meias, advém de uma fantasiosa história, que está associada à criação desta Ordem, possivelmente com a pretensão de denegri-la e aos movimentos ou pessoas que a defendiam e aos seus ideais cavalheiresca.
Jarreteira branca: Dirigentes da AEP
Essa lenda conta que Eduardo III estava dançando com a Condessa de Salisbury numa grande festa da corte, quando esta deixou cair a sua jarreteira. Ao apanhá-la do chão e amarrá-la de volta à sua perna, o rei reparou que os presentes os fitavam com sorrisos e murmúrios. Irado, exclamou: «Honni soit qui mal y pense» ("envergonhe-se quem nisto vê malícia"), frase que se tornou o lema da ordem.; disse ele ainda que tornaria aquela pequena jarreteira azul tão gloriosa que todos a haveriam de desejar. Sendo esta história verdadeira ou não, a Ordem da Jarreteira foi, de fato, criada por Eduardo III, o seu símbolo é uma jarreteira azul escuro, de rebordo dourado, em que aparecem inscritas, em francês, as palavras ditas pelo rei. Mas a verdade é que o seu símbolo era um cinto e que, depois de o sabermos, ainda o vemos lá.

In wikipedia.org

2.2.13


O “descaso”da juventude

No passado dia 19 de Janeiro, a Associação Viver Sintra organizou um congresso denominado exactamente Associativismo em congresso. Das várias áreas abordadas, a que mais me interessava era naturalmente a da juventude. Esta foi abordada ligeiramente por Rita Nunes, da confederação do Desporto de Portugal, com base em dados fornecidos pela Divisão da Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Sintra.
No concelho, existem 92 associações e/ou clubes desportivos e 26 associações juvenis, das quais a maioria são grupos e agrupamentos escotistas. Do apoio financeiro prestado ao associativismo juvenil e desportivo em 2012, de um total de 861.450€, apenas 31.500€ foram direccionados para o associativo juvenil, sendo que, em termos de actividades, não há qualquer verba afectada a esta área.
Estes são números públicos. Que conclusões se podem aferir? Para mim é notória a falta de interesse e empenho político nesta área, à qual são atribuídas uma migalha de verba, embora para as associações e grupos em causa seja um valor sempre bemvindo. Mas e o resto? E a aposta em fazer algo notório e válido nesta área, em reagrupar recursos humanos com capacidade e com motivação, em definir uma linha orientadora e estratégica?
Será que o próximo período eleitoral trará essas mudanças? A ver vamos.