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| Albert Einstein |
10.8.12
A Casa Quieta, Rodrigo Guedes de Carvalho
Esta é a minha primeira incursão pelo
trabalho literário do conhecido jornalista, que com esta obra venceu prémios e granjeou
críticas favoráveis.
A obra tem uma curiosa e interessante
estrutura cronológica qye nos leva a conhecer período marcantes de uma família,
ligada não tanto pelos laços de sangue, mas pelo vazio e pela solidão com que
vão vivendo as usas vidas, mesmo quando aparentemente juntos. A casa vazia é o
oposto do lar familiar a que todos ansiamos e que a realidade nua e crua não
consegue criar.
Tem vários aspetos interessantes a
nível de estrutura e temática, mas a prosa excessivamente lírica provoca algum
enfado na leitura.
9.8.12
8.8.12
Todos queremos que a nossa vida tenha significado e deixe uma marca no mundo. Alguns fazem-no através da sua prole. Outros, através das suas profissões e vocações. Para outros, como eu, tudo não passa de uma aspiração. Por isso, a minha obsessão é registar a minha passagem nesta terra, para manter a ilusão de que não é em vão.
7.8.12
As pupilas do sr. Reitor, Júlio Dinis
Sei que devia ter lido Júlio dinis no secundário e não o fiz. Tenho uma vaga impressão de ter lido uma família inglesa na faculdade. Não estava nos meus planos voltar à escrita deste autor, mas a sua inclusão na lista do clube de Leitura do Museu Ferreira de Castro (www.acurvadoslivrros.blogspot.com) para este ano ditou outras leituras.
Esta leitura foi uma surpresa. Não pela história de duas jovens irmãs órfãs e expetativas e exigências morais e sociais a que estão sujeitas, mas pela figura do narrador. Um narrador sapiente mas não omnisciente, embutido de um humor pragmático e inteligente, que lhe permite, entre outras, uma breve dissertação sobre os vários tipos de amor (alegre, sombrio, bulhento e intratável, impertinente e estúpido).
6.8.12
O que podemos utilizar das religiões?
- As normas
éticas, morais e sociais;
- Fé,
esperança, caridade;
- O processo
de limpeza e apaziguamento espiritual da oração e meditação.
5.8.12
Os meus medos
Tenho medo da burocracia. Repartições,
balcões, requisições, comprovativos, recibos. Tenho medo de não compreender,
que não me expliquem corretamente e que isso me prejudique. Que fobia será
esta? Haverá mais alguém com esta incapacidade kafkiana de lidar com instituições?
Como se combate? Com visitas regulares aos serviços?
4.8.12
coragem a horas apropriadas
A minha coragem é de horas impróprias.
Há um desfasamento entre a meta, e a decisão, e o corpo, e a sua decisão. Só sou
corajosa ao deitar e de tanta adrenalina até demoro a adormecer, mas de manha o
medo retorna e procuro toda e qualquer desculpa para adiar até o inadiável. Sou
passiva, sou evasiva, em constante negação e só me prejudico. Necessito ser
corajosa a horas apropriadas.
3.8.12
Redefinir projetos de vida
Com 36 e sem seguranças material, profissional
e afetiva e com a perspetiva de talvez mais 36 anos de vida, tenho de assegurar
que desenvolverei nos próximos tempos capacidades e aptidões que me assegurem
trabalho constante durante esses próximos 36 anos. Isso implica sair das zonas
de segurança em que me acomodei ao longo dos anos e redefinir todos os meus
projetos de vida.
2.8.12
O rapaz do Pijama às riscas, John boyne
Bruno é uma criança de 9 anos, cujo trabalho do pai obriga à mudança repentina da família para Acho-vil, um lugar isolado e distante, longe da cosmopolita Berlim. Sem perceber nunca qual é a função do pai, um militar de alta patente cujo superior hierárquico é o Sr. Fúria, Bruno é afastado de amigos e rotinas, mas acaba por travar uma amizade improvável com Shmuel, também de 9 anos, nascido no mesmo dia, mas que a aleatoriedade da vida colocou do outro lado de uma vedação, onde barracões albergam muitas pessoas de pijamas às riscas, e que estão sob o comando do pai de Bruno. Esta amizade improvável acabará por ser um fator decisivo na vida de Bruno e da sua família, cuja posição social se julgava inabalável pela notoriedade das funções desempenhadas pelo patriarca.
Este livro, e a consequente adaptação
cinematográfica, explora o poder do não dito, através do pressuposto que o
leitor conhece o lastro de destruição, humilhação e terror de um dos mais
emblemáticos acontecimentos da história mundial: o holocausto nazi. Jonh Boyne
tem a mestria de nos fazer refletir utilizando a estratégia adotada por Harper
Lee, com o seu How to Kill a Mocking Bird, vencedor de um prémio Pulitzer, ou
seja, relatando-nos a história do ponto de vista da altura e maturidade de
Bruno, que como que nos comprova de um modo realista que a dádiva do pai
Roberto Begnini em A Vida è Bela é quase possível.
Etiquetas:
Leituras na Juventude (Clube de Leitura),
Literatura (Ficcional/Técnica),
O País e o Mundo
1.8.12
The Secret Laughter of Women (1999)
Este filme,
apresenta-nos Colin firth num registo de comédia romântica com diversidades
étnicas, a relembrar o seu episódio em O amor Acontece, mas transposto para a
cultura nigeriana. Firth é um autor que numa viagem de trabalho trava
conhecimento com o pequeno Sam, que o escolhe para casar com a sua jovem mãe,
uma arquiteta paisagista. Entretanto, esta, presa às normas e expetativas
sociais, fica noiva de um pastor, pertencente a uma família conservadora.
Apesar das pressões, ambos vão viver uma paixão em que o amor vence no final.
Realização: Peter Schwabach * argumento: Misan Sagay, O.O. Sagay * Elenco: Colin Firth, Nia Long e Dan Lett
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