31.5.12
Reencontros no Facebook
Há poucas semanas, antigos colegas de faculdade criaram um grupo no Facebook onde, pouco a pouco, se têm conetado vários elementos da minha turma: LLM/PI 94/98, da UAL.
É um pouco estranho. Mantenho óptimas recordações, mas as ligações foram ficando pelo caminho (talvez desnecessariamente, é certo). Parece que as recordações pertencem a uma outra vida, de tão distantes no tempo e na experiência.
Como é natural, tinha um núcleo de relações, mas fora esse núcleo foi um choque como certos nomes e caras, com os quais partilhei 4 anos, são completamente estranhos. Mas também me são estranhas afirmações como: foram os melhores tempos da minha vida. Não consigo passar assim. foram 4 ótimos anos, mas fui mais bem feliz a posteriori. E ainda hoje, em que passo um período complicado e sem fim à vista, não tenho essa rememoração passadista. É claro que não me importava nada de saber na altura parte do que sei hoje, visto que me pouparia muitas lágrimas e cabelos brancos, mas não se pode voltar atrás. Para o bem e para o mal, para a frente é que é o caminho.
Voltando à vaca fria, o grupo do Facebook tem aumentado e alguns dos elementos falam em marcar-se um encontro, o que me faz lembrar os tradicionais high school reunions americanos e em como será reencontrar um grupo que, para o efeito, agora estranho. Há a curiosidade, é claro, mas também a sensação de regresso ao passado e a dúvida: quero mesmo reencontra-los e tecer as inevitáveis comparações de vida, percursos e conquistas. A verdade é que tenho pouco para mostrar e talvez por isso não me sinta motivada para uma tal reunião. Mas talvez esta seja uma postura preconceituosa. Talvez seja apenas divertido reencontrar os miúdos que fomos em dado momento das nossas vidas.
30.5.12
Sim! (2008)
Jim Carrey regressa na fórmula a que nos habituou e a que a indústria tem dificuldade em descolar-se. Desta feita interpreta um homem desafiado a aceitar todos convites que lhe fazem, numa espécie de revés para o seu anterior filme de 1997, o Mentiroso Compulsivo (Liar, Liar).
Título original: Yes Man * Realização: Peyton Reed * Argumento: Nicholas Stoller e Jarrad Paul * Elenco: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Bradley Cooper, Terence Stamp, Sasha Alexandere Molly Sims
29.5.12
Chave de Leitura
Nos estudos literários, fala-se por vezes na chave de leitura, ou seja, uma informação que permite uma interpretação mais profunda ou lata de um texto, possibilitando a sua maior compreensão.
Estas chaves de leitura não se resumem ao universo literário, são transversais à nossa vida. São elementos que permitem compreender quem e o que nos rodeia. Muitos de nós não detemos as chaves de leitura necessárias à nossa vida. É pena. Valeria-nos imenso perceber as intenções e as teias de decisões circundantes e assim melhor ponderar e sustentar as nossas decisões.
28.5.12
Palavras #266 a 268
Heteróclito - adj. 1. que se afasta das regras da gramática ou da arte; 2. fig. irregular; 3. fig. extravagante; (Do gr. heteróklitos, «de declinação irregular», pelo lat. tard. heteroclìtu-, «id.»)
Caterva - s. f. 1. multidão; 2. grande número; (Do lat. caterva-, «turba; corpo de tropas bárbaras»)
Entremez - s. m. TEATRO pequena composição dramática, jocosa ou burlesca; farsa; (Do prov. entremetz, «entre um prato e outro», pelo cast. entremés, «peça em um acto»)
Caterva - s. f. 1. multidão; 2. grande número; (Do lat. caterva-, «turba; corpo de tropas bárbaras»)
Entremez - s. m. TEATRO pequena composição dramática, jocosa ou burlesca; farsa; (Do prov. entremetz, «entre um prato e outro», pelo cast. entremés, «peça em um acto»)
In a cidadela Branca, Orhan Pamuk
27.5.12
A Educação Sentimental dos Pássaros, J. E. Agualusa
Que relação poderá existir entre a capacidade dos pássaros para voar e o mal nos seres humanos? Ambos são inatos e são levados a cabo porque, quer pássaros, quer humanos, o podem fazer.
Como é que o mal se apresenta, porquê, qual a sua origem… são facetas abordadas nos 11 contos que compõem esta colectânea. Mas aqui o mal nunca é absoluto, é, tal como qualquer outra característica humana, uma faceta do individuo, que nem sempre reconhece as regras e morais vigentes com sendo as suas. Se o mal é praticado, é o muitas vezes praticado em simultâneo com outras acções, mesmo que não sendo redentoras, ou como consequência das pressões exteriores.
A ler.
Como é que o mal se apresenta, porquê, qual a sua origem… são facetas abordadas nos 11 contos que compõem esta colectânea. Mas aqui o mal nunca é absoluto, é, tal como qualquer outra característica humana, uma faceta do individuo, que nem sempre reconhece as regras e morais vigentes com sendo as suas. Se o mal é praticado, é o muitas vezes praticado em simultâneo com outras acções, mesmo que não sendo redentoras, ou como consequência das pressões exteriores.
A ler.
26.5.12
Palavras #263 a 265
Magiar – adj. que diz respeito à Hungria ou aos Húngaros. S. natural da Hungria; língua dos Húngaros; (Do húng. magyar, «id.».)
Caranvaçarai - s. m. 1.grande edifício onde podem repousar gratuitamente as caravanas, no Médio Oriente; 2. fig. confusão; (Do pers. karwân-seráí, «estalagem»)
Maromba - s. f. 1. vara com que os funâmbulos mantêm o equilíbrio sobre a maroma; 2. AGRICULTURA. doença das videiras, caracterizada pela presença de manchas amareladas nas folhas e por baixa produção;3. fig. posição difícil que custa a sustentar; 4. Brasil manada de bois; 5. Brasil jangada para transporte de gado; (Do ár. vulg. mabrumâ, «cordão», pelo cast. maroma, «corda grossa»)
Caranvaçarai - s. m. 1.grande edifício onde podem repousar gratuitamente as caravanas, no Médio Oriente; 2. fig. confusão; (Do pers. karwân-seráí, «estalagem»)
Maromba - s. f. 1. vara com que os funâmbulos mantêm o equilíbrio sobre a maroma; 2. AGRICULTURA. doença das videiras, caracterizada pela presença de manchas amareladas nas folhas e por baixa produção;3. fig. posição difícil que custa a sustentar; 4. Brasil manada de bois; 5. Brasil jangada para transporte de gado; (Do ár. vulg. mabrumâ, «cordão», pelo cast. maroma, «corda grossa»)
25.5.12
Palavras #260 a 262
Impudência – s.f. 1. falta de pudor; 2. descaramento; atrevimento; desvergonha; 3. acto ou dito impudente, que choca ou ofende; (Do lat. impudentìa-, «id.»)
Janíçaro – s.m. soldado turco de infantaria, geralmente destinado à guarda do sultão; (Do turc. ant. jañychari, hoje jeñicheri, «nova tropa»)
Ablução – s.f. 1.lavagem; 2.lavagem total ou parcial do corpo; 3.RELIGIÃO (ritual) purificação por meio de água; (Do lat. ablutióne-, «lavagem; baptismo»)
Janíçaro – s.m. soldado turco de infantaria, geralmente destinado à guarda do sultão; (Do turc. ant. jañychari, hoje jeñicheri, «nova tropa»)
Ablução – s.f. 1.lavagem; 2.lavagem total ou parcial do corpo; 3.RELIGIÃO (ritual) purificação por meio de água; (Do lat. ablutióne-, «lavagem; baptismo»)
In a cidadela Branca, Orhan Pamuk
24.5.12
Palavras #257 a 259
Firmão – s. m. 1. ordem de um soberano ou de autoridade muçulmana e por ela firmada; 2. Formão, alvará. (Do turc. firman, «ordem do sultão»)
Jaspe – s.m. 1. MINERALOGIA variedade granular de quartzo, de textura homogénea, opaca e de cores diversas, usada em jóias e peças decorativas; 2. mármore betado; 3. objecto artístico feito dessa pedra; (Do gr. íaspis, «id.», pelo lat. iaspe-, «id.»)
Comitre – s.m. antigo oficial que superintendia nos forçados das galés; (Do lat. comìte-, «companheiro», pelo it. ant. còmite, «comandante de galé»)
Jaspe – s.m. 1. MINERALOGIA variedade granular de quartzo, de textura homogénea, opaca e de cores diversas, usada em jóias e peças decorativas; 2. mármore betado; 3. objecto artístico feito dessa pedra; (Do gr. íaspis, «id.», pelo lat. iaspe-, «id.»)
Comitre – s.m. antigo oficial que superintendia nos forçados das galés; (Do lat. comìte-, «companheiro», pelo it. ant. còmite, «comandante de galé»)
In a cidadela Branca, Orhan Pamuk
23.5.12
A Cidadela Branca, Orhan Pamuk
Esta foi a minha primeira incursão na obra do turco Orham Pamuk, Vencedor do Prémio Nobel em 2006.
A acção tem lugar algures no século dezoito, no território da Turquia. Relata a relação entre dois homens fisicamente idênticos, mas intelectualmente diferentes. Sob uma relação de dono e escravo, estes dois homens desenvolvem, ao longo de quase duas dezenas de anos, um desafio que lhes possibilitará assumir a identidade do outro. Estes dois homens são um estudante veneziano escravizado sob a mão de um estudioso turco, às ordens do Paxá e posteriormente do sultão. Essa condição possibilitará um diálogo e conflito constante entre os dois homens sobre temas como religião, física, ciência, cosmovisão, entre outras.
Esta leitura fez-me relembrar em determinados momentos O Palácio dos Sonhos, de Ismael Kadaré. Permitiu-me ainda a aquisição de vocabulário especifico sobre a região e a sua organização política. E em rescaldo da leitura de 1348 – Anno domini, de Sérgio Luís de Carvalho, é igualmente interessante ter outra perspectiva sobre a disseminação da peste.
A acção tem lugar algures no século dezoito, no território da Turquia. Relata a relação entre dois homens fisicamente idênticos, mas intelectualmente diferentes. Sob uma relação de dono e escravo, estes dois homens desenvolvem, ao longo de quase duas dezenas de anos, um desafio que lhes possibilitará assumir a identidade do outro. Estes dois homens são um estudante veneziano escravizado sob a mão de um estudioso turco, às ordens do Paxá e posteriormente do sultão. Essa condição possibilitará um diálogo e conflito constante entre os dois homens sobre temas como religião, física, ciência, cosmovisão, entre outras.
Esta leitura fez-me relembrar em determinados momentos O Palácio dos Sonhos, de Ismael Kadaré. Permitiu-me ainda a aquisição de vocabulário especifico sobre a região e a sua organização política. E em rescaldo da leitura de 1348 – Anno domini, de Sérgio Luís de Carvalho, é igualmente interessante ter outra perspectiva sobre a disseminação da peste.
22.5.12
21.5.12
Espanglês (2004)
Dizia-se que Sidney Pollack era o realizador de histórias de amor adultas impossíveis, o que, usualmente, resultava num filme dramático. Spanglês é uma comédia, mas pode, perfeitamente, resumir-se como uma história de amor adulta impossível. Protagonizada por Adam Sandler, num dos seus poucos papéis adultos, Paz Vez e Tea Leoni, relata-nos o período em que Flor, uma jovem mulher latina, que de início não sabe falar inglês, trabalha para o casal Clasky, constituído por uma mulher algo desequilibrada que não dá ao devido valor ao seu marido, que acaba por se deixar seduzir pelos valores e, apesar da aparente incomunicabilidade, encontrar um patamar de compreensão com Flor. apesar da tónica cómica, os personagens são credíveis. São personagens humanos, tentáveís e tentados, que procuram fazer o melhor possível com os seus valores, objetivos e circunstancias, aqui, sobretudo na sua dimensão cultural e linguística. Um filme interessante e atípico na paisagem das comédias românticas.
Título Original: Spanglish * Argumento e Realização: James L. Brooks * Elenco: Adam Sandler, Téa Leoni, Paz Vega e Cloris Leachman
Título Original: Spanglish * Argumento e Realização: James L. Brooks * Elenco: Adam Sandler, Téa Leoni, Paz Vega e Cloris Leachman
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